Investigado usava banheiro para fotografar questões e enviar à esposa

Goianésia-Um candidato de 28 anos foi preso em flagrante, suspeito de tentar fraudar o concurso para auditor fiscal da Receita Estadual de Goiás, em Goiânia. De acordo com a Polícia Civil, ele utilizava um esquema envolvendo um celular escondido no banheiro do local de prova para obter respostas durante a aplicação do exame. A Fundação Carlos Chagas, responsável pela organização do concurso, informou que o participante foi eliminado.

Segundo as investigações, o aparelho estava preso atrás da privada com fita dupla face e era acessado pelo candidato durante idas frequentes ao banheiro. A polícia apurou que ele escondia o caderno de questões dentro da roupa, fotografava as perguntas e encaminhava as imagens à esposa por meio do WhatsApp.

A mulher, de 24 anos, utilizava ferramentas de inteligência artificial para pesquisar possíveis respostas e reenviava o conteúdo ao marido durante a prova, que oferece salário inicial de R$ 28,5 mil.

O esquema foi descoberto após fiscais realizarem uma vistoria nos banheiros com detectores de eletrônicos durante o segundo turno do concurso. Após a localização do celular, o espaço passou a ser monitorado, e a movimentação considerada suspeita do candidato levou ao acionamento da Polícia Civil. Conforme a corporação, ao ser abordado, o homem admitiu participação na fraude.

A esposa do candidato foi localizada posteriormente na Rodoviária de Anápolis, ao desembarcar de um ônibus vindo de Jaraguá. Segundo a investigação, ela também confessou envolvimento no esquema e forneceu voluntariamente a senha do aparelho utilizado na comunicação.

Em depoimento, o casal afirmou que decidiu praticar a fraude por dificuldades financeiras. Os dois foram autuados pelo crime de fraude em concurso público, pagaram fiança e responderão em liberdade.

Além desse caso, outro participante também foi conduzido durante a aplicação da prova. Um advogado inscrito na OAB do Distrito Federal foi flagrado com uma porção de cocaína após fiscais identificarem comportamento suspeito e tempo excessivo no banheiro. Ele assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por porte de droga para consumo pessoal, foi liberado e acabou desclassificado do concurso.