Ferramenta envia alertas automáticos às equipes da Central Estadual de Transplantes

Goianésia - A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) passou a utilizar um sistema de inteligência artificial para identificar, em tempo real, registros de óbitos com potencial para doação de córneas. A ferramenta foi incorporada ao trabalho da Central Estadual de Transplantes com o objetivo de agilizar a comunicação entre as unidades de saúde e as equipes responsáveis pela captação de tecidos, reduzindo o tempo necessário para o início dos procedimentos previstos nos protocolos de doação.

O sistema monitora informações registradas pelas unidades hospitalares e emite alertas automáticos sempre que identifica um óbito compatível com possível doação. A partir dessa notificação, as equipes iniciam as etapas previstas para avaliação clínica, abordagem da família e, quando há autorização, a captação do tecido.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, a rapidez na identificação de potenciais doadores é um dos fatores que influenciam o aproveitamento das córneas para transplantes, uma vez que o procedimento depende do cumprimento de prazos específicos para preservação e utilização do tecido.

A pasta informa que a adoção da inteligência artificial também busca reduzir perdas ocasionadas por atrasos na comunicação entre os hospitais e a Central Estadual de Transplantes, além de ampliar a integração entre as unidades de saúde e o acompanhamento das notificações em tempo real.

A expectativa da secretaria é ampliar o número de doações de córneas no estado e contribuir para a redução da fila de pacientes que aguardam transplante. Segundo o órgão, a ferramenta também auxiliará na organização de informações e no monitoramento dos indicadores relacionados à captação de tecidos.

A iniciativa integra as ações de modernização tecnológica da rede estadual de saúde e faz parte das estratégias voltadas à digitalização dos serviços públicos. Conforme a SES-GO, o uso da inteligência artificial poderá contribuir para tornar mais ágeis os fluxos operacionais envolvidos na identificação de potenciais doadores e na atuação das equipes da Central Estadual de Transplantes.

A secretaria ressalta que a utilização da tecnologia não altera os critérios médicos, legais e éticos estabelecidos pela legislação brasileira para a doação de órgãos e tecidos. A autorização da família continua sendo obrigatória para que a captação seja realizada.

Em Goiás, a Central Estadual de Transplantes coordena os processos de doação e distribuição de órgãos e tecidos, em parceria com hospitais, laboratórios e equipes especializadas. A expectativa do governo estadual é que a nova ferramenta contribua para ampliar o acesso de pacientes aos transplantes de córnea realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).