Pré-candidato à Presidência afirmou que o Brasil precisa reforçar a credibilidade internacional e melhorar a articulação diplomática

Goianésia -  O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), criticou as tarifas de 25% anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e afirmou que a medida representa uma penalização ao país. As declarações foram feitas nesta terça-feira (2), durante agenda em Governador Valadares, em Minas Gerais.

Ao comentar a decisão norte-americana, Caiado disse que o Brasil não deveria ser alvo de sanções comerciais e defendeu uma atuação mais eficiente nas relações internacionais. Segundo ele, um eventual governo sob sua liderança teria maior capacidade de negociação com outros países.

“Se eu fosse o presidente da República, eu saberia sentar à mesa de negociação, saberia ter um Itamaraty que soubesse fazer as articulações necessárias na área do comércio. Não teríamos isso”, afirmou.

Durante encontro com lideranças políticas ao lado do senador Carlos Viana, o ex-governador responsabilizou a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela situação e classificou como “inaceitável” que os brasileiros sejam afetados por decisões decorrentes, segundo ele, de falhas na condução do governo federal.

Caiado também afirmou que o país precisa fortalecer os mecanismos de combate à corrupção e à criminalidade organizada para preservar a confiança internacional. Sem citar casos específicos, declarou que o Brasil não pode transmitir a imagem de ausência de controle institucional.

“Isso aí, na nossa mão, teria sido corrigido imediatamente. O Brasil não pode sofrer essas penalidades. Jamais”, disse.

Ao se definir como “goiano, brasileiro e patriota”, o político afirmou que é contrário a qualquer medida que resulte em prejuízos ao país, mas ponderou que o Brasil também precisa cumprir sua parte para manter a credibilidade perante os parceiros comerciais.

Na mesma agenda, Caiado aproveitou para projetar sua candidatura ao Palácio do Planalto e afirmou que, caso seja eleito, o país terá uma nova postura nas negociações internacionais. “Entendam que o Brasil será outro a partir do dia 25 de outubro. Nós teremos um outro Brasil eleito que saberá ter altivez, dignidade e saberá ter a estatura de um presidente da República para sentar com os países e negociar suas tarifas”, declarou.