Goianésia - Viajar de avião ficou mais caro para os brasileiros em 2026. O preço médio das passagens aéreas acumula alta de 11% neste ano, com as tarifas dos voos domésticos variando entre R$ 632 e R$ 781. O reajuste é resultado da combinação entre o aumento da procura por viagens e a elevação dos custos enfrentados pelas companhias aéreas, cenário que tem impactado diretamente o orçamento dos passageiros.
Entre os fatores que explicam a alta estão o encarecimento do querosene de aviação, influenciado pelas oscilações do petróleo no mercado internacional, além da variação cambial, dos gastos com manutenção das aeronaves e de outras despesas operacionais. Para o economista André Braz, mesmo com a redução recente no preço do petróleo, a queda nas tarifas tende a ocorrer de forma gradual.
Demanda elevada mantém preços em alta
Segundo André Braz, o comportamento do mercado ainda favorece a manutenção dos preços em patamares elevados. O especialista explica que a procura por viagens continua aquecida, impulsionada pelo aumento do consumo das famílias e pela melhora do mercado de trabalho.
"Agora, nesse momento em que o petróleo está abaixo de 100 dólares, alguma brecha para uma revisão para baixo nesses custos vai ser mais lenta. Em geral, a gente diz que o preço sobe como um foguete e cai como uma pluma. O ajuste para baixo realmente é mais lento, sobretudo num período em que a demanda se sustenta alta. É retrato da própria demanda, mas é uma demanda mais espalhada, que tem a ver com a redução da taxa de desemprego. Muitos serviços, fora a passagem aérea, também andam subindo de preço em resposta a uma demanda maior, porque o desemprego está baixo. As famílias estão consumindo cada vez mais."
O economista destaca que a combinação entre custos elevados e maior procura dificulta uma redução imediata das tarifas, mesmo quando alguns insumos apresentam recuo no mercado internacional.
Planejamento é essencial para reduzir gastos
Embora o cenário seja de preços elevados, especialistas afirmam que algumas estratégias podem ajudar o consumidor a economizar. A compra antecipada, o monitoramento de promoções e a flexibilidade para escolher datas, horários e até destinos aumentam as chances de encontrar tarifas mais acessíveis.
O agenciador de viagens Paulo Henrique ressalta que a flexibilidade é um dos principais diferenciais para quem busca melhores oportunidades.
"Um cliente que tem flexibilidade tanto de data quanto de destino consegue, sim, encontrar mais oportunidades do que um cliente que chega com um destino já específico e com datas sem flexibilidade."
Pesquisa de preços amplia chances de economia
Outra recomendação é comparar os valores praticados por diferentes companhias aéreas antes da compra. O uso de plataformas de busca e comparadores de tarifas permite identificar opções mais vantajosas e acompanhar eventuais promoções.




