Goianésia-A Polícia Civil prendeu um advogado suspeito de aplicar golpes contra beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. A investigação aponta que o homem prometia reduzir parcelas e resolver pendências de financiamentos habitacionais junto à Caixa Econômica Federal, mas não ingressava com as ações judiciais acordadas, causando prejuízos financeiros às vítimas. Ele é investigado pelos crimes de estelionato e exercício ilegal da profissão.
Segundo as investigações, Leandro de Jesus Meirelles teria iniciado as fraudes em 2015, antes mesmo de obter inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), registrada apenas em 2022. De acordo com o delegado Rony Loureiro, o investigado convencia clientes a contratar ações revisionais de contratos habitacionais, garantindo benefícios que nunca eram, efetivamente, buscados na Justiça.
Até o momento, pelo menos quatro vítimas formalizaram denúncias. Em um dos casos, o prejuízo ultrapassa R$ 44 mil. O valor foi repassado ao investigado ao longo de quase uma década. Embora tenha assumido a dívida para tentar evitar medidas judiciais, ele não quitou integralmente os débitos, o que resultou na perda do imóvel da vítima em leilão, sem restituição dos valores pagos, acrescidos de juros ou correção monetária.
Conforme a Polícia Civil, o suspeito orientava os clientes a transferirem diretamente para sua conta pessoal os valores destinados ao pagamento das parcelas dos financiamentos. Para sustentar o esquema, apresentava documentos falsificados que simulavam saldos em contas judiciais, transmitindo a impressão de que os processos estavam em andamento. As vítimas, segundo a investigação, eram escolhidas por estarem em situação de dificuldade financeira.
As apurações também indicam que o mesmo método foi utilizado em outras localidades, incluindo Aparecida de Goiânia, Anápolis e o Distrito Federal. Ainda conforme a Polícia Civil, o investigado utilizava empresas de fachada para transmitir maior credibilidade e atrair novos clientes.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam um veículo Jeep Renegade, aparelhos celulares, um notebook e documentos que poderão auxiliar na continuidade das investigações.
A Polícia Civil acredita que o número de vítimas pode ser significativamente maior. Durante o interrogatório, o suspeito teria informado que chegou a firmar cerca de 100 contratos relacionados a esse tipo de serviço em Goiás e no Distrito Federal. Por esse motivo, a corporação divulgou a identidade e a imagem do investigado para incentivar possíveis vítimas a procurarem a polícia e registrarem ocorrência.




