Goianésia-As tensões geopolíticas no cenário internacional têm provocado reflexos em diversos setores da economia mundial. Entre os segmentos mais sensíveis a essas oscilações está o turismo, especialmente em razão da forte dependência do transporte aéreo em relação aos custos dos combustíveis. Com a recente valorização do petróleo no mercado global, consumidores já percebem impactos no preço das passagens e dos pacotes de viagem.
Segundo o agente de viagens José Eduardo Assis, a crise envolvendo o Irã e a região do Estreito de Ormuz contribuiu para a alta do barril de petróleo, o que rapidamente foi repassado ao setor aéreo.
“A atual crise internacional envolvendo o Irã e o Estreito de Ormuz, que desencadeou a alta do barril de petróleo, aumentou o custo do combustível, e isso foi repassado quase que instantaneamente ao consumidor final no mercado de turismo, por meio das passagens aéreas. O custo do petróleo ocupa uma parcela significativa do valor das tarifas. Então, já houve aumento de preços na maioria dos destinos, principalmente os internacionais”, explicou.
O especialista destaca que as passagens aéreas costumam ser o item mais afetado em períodos de instabilidade econômica, devido à dinâmica de precificação adotada pelas companhias aéreas.
“Em tempos de instabilidade, o que mais sofre variação são justamente as passagens aéreas. Os preços são diários e, às vezes, oscilam até mesmo ao longo do mesmo dia. Não dá para prever”, afirmou.
A volatilidade do mercado exige planejamento ainda mais cuidadoso dos viajantes. De acordo com a Agência Internacional de Energia, o combustível representa entre 20% e 30% dos custos operacionais das companhias aéreas, tornando as tarifas altamente sensíveis às oscilações do petróleo.
Para José Eduardo, a tendência é que os aumentos sejam mais sentidos em viagens para o exterior, o que pode estimular a procura por destinos dentro do Brasil.
“Essa alta do petróleo vai impactar principalmente os voos internacionais, que possuem um custo maior de combustível. Com os preços das viagens ao exterior subindo, automaticamente cresce a demanda pelo turismo nacional”, avaliou.
Diante desse cenário, as agências de viagens têm buscado alternativas para reduzir os impactos das oscilações de preços. Entre as estratégias adotadas estão a busca por destinos que ainda não registraram aumentos expressivos e a utilização de bloqueios aéreos, modalidade em que as agências negociam previamente tarifas especiais junto às companhias.
“As agências conseguem trabalhar com tarifas de grupo, que geralmente têm o preço bloqueado. Isso oferece mais previsibilidade para o cliente. Por isso, em momentos de instabilidade, recomendamos a contratação por meio de uma agência, que acompanha diariamente as variações do mercado”, destacou.
Com um ambiente econômico marcado por incertezas e rápidas mudanças, especialistas apontam que o planejamento antecipado e o acompanhamento constante dos preços se tornam cada vez mais importantes para quem pretende viajar nos próximos meses.




