Goianésia-A Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor) deflagrou, nesta quarta-feira (10), a Operação Taxa Criminosa, que investiga um suposto esquema de cobrança de propina para a liberação de alvarás temporários destinados a eventos de entretenimento em Goiânia. Segundo informações divulgadas pelo jornal O Popular, as apurações envolvem ex-integrantes da administração municipal que atuaram entre 2017 e 2022 em diferentes órgãos da Prefeitura.
De acordo com a investigação, os fatos apurados estão relacionados à emissão de autorizações para eventos como as carretas Furacão e Alegria. Ao todo, sete pessoas foram alvo de mandados de busca e apreensão, enquanto outras cinco tiveram os sigilos bancário e fiscal quebrados por determinação judicial.
Entre os investigados está o vereador de Goiânia, Luan Alves (MDB), que também presidiu a Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma). Conforme noticiado por O Popular, ele foi um dos alvos das buscas realizadas pela Polícia Civil.
Em nota divulgada ao veículo, Luan Alves afirmou que não teve acesso aos autos da investigação e declarou estar à disposição para prestar esclarecimentos às autoridades. O parlamentar informou ainda que aguarda o andamento das apurações para conhecer os detalhes do caso.
Alvos de busca e apreensão
Os mandados foram cumpridos contra:
Luan Alves, vereador e ex-presidente da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma);
Paulo Henrique da Farmácia, ex-secretário de Desenvolvimento e Economia Criativa (Sedec), ex-vereador e atual presidente da Goiás Turismo;
Sandrynne Sara Santos de Almeida, ex-assessora da Secretaria Municipal de Governo;
Eloisa Helena Fernandes de Lima, ex-diretora de Eventos da Secretaria Municipal da Mulher e ex-diretora de Projetos Especiais para as Mulheres;
Renato de Faria, ex-assessor da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação;
Silvio Silva Sousa, ex-titular da Sedec;
André Luis Sales Dias, ex-diretor da Sedec.
Quebra de sigilos
Também são investigados com autorização judicial para quebra dos sigilos bancário e fiscal:
Nadim Neme Neto, ex-chefe de gabinete da Amma;
Washington Luiz Ribeiro Dionisio, ex-superintendente da Sedec;
Ormando José Pires Júnior, ex-superintendente de Gestão Ambiental e Licenciamento da Amma e ex-presidente da Comurg;
Raquel Fleury Magalhães, ex-assessora da Superintendência de Áreas Verdes da Amma;
Warley Oliveira Menezes, ex-gerente da Sedec.
Segundo o Portal da Transparência da Prefeitura de Goiânia, citado por O Popular, Ormando José Pires Júnior e Raquel Fleury Magalhães permanecem como servidores efetivos. Os demais investigados não integram mais a administração municipal.
Investigação segue em andamento
A Polícia Civil apura a possível prática de crimes relacionados à corrupção e à obtenção de vantagens indevidas na tramitação de alvarás para eventos. Até o momento, a Deccor não divulgou detalhes sobre valores supostamente envolvidos nem sobre eventuais denúncias formais contra os investigados.
As investigações continuam e o caso segue sob análise das autoridades responsáveis.




