Goianésia- O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), defendeu na quarta-feira (20), em Brasília, a necessidade de que candidatos ao Palácio do Planalto tenham uma “vida pública” amplamente conhecida e sem vínculos que possam comprometer a atuação institucional.
A declaração foi feita durante participação na Marcha dos Prefeitos. No discurso, Caiado mencionou o empresário Daniel Vorcaro e afirmou que ele teria impacto negativo em diferentes esferas do poder público. “Vorcaro contaminou todos os Poderes. Todos os Poderes estão envolvidos em escândalos”, disse.
O pré-candidato reforçou que a trajetória de quem disputa a Presidência deve ser transparente. “A vida do candidato deve ser pública. A pessoa que está contaminada não tem estatura para sentar na cadeira da Presidência da República”, afirmou.
Sem citar adversários diretamente, Caiado também declarou que a ocupação do cargo exige preparo e experiência, argumentando que “não se aprende a governar na cadeira da Presidência”.
O contexto político citado nas declarações envolve a repercussão de episódios recentes ligados ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência e esteve no centro de controvérsias após a divulgação de mensagens e de um áudio relacionado ao empresário Daniel Vorcaro.
O conteúdo do áudio atribuído ao senador trata de pedidos de apoio financeiro para a produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O caso gerou repercussão política e debate interno no partido.
Flávio Bolsonaro também confirmou, em meio às polêmicas recentes, ter visitado Vorcaro quando o empresário estava em prisão domiciliar. Já outras revelações envolvendo a produção do filme e a origem dos recursos ampliaram a desconfiança entre aliados políticos.
O empresário Daniel Vorcaro, citado nas declarações, está preso em Brasília e é investigado por suspeita de participação em um esquema de fraudes financeiras bilionárias, que, segundo a Polícia Federal, podem chegar a cerca de R$ 12 bilhões.
Caiado ainda criticou o governo federal ao comentar medidas recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), incluindo o programa Desenrola Brasil. Ele questionou o impacto das ações na economia e afirmou que decisões do governo acabam sendo repassadas a outros entes federativos.




