O estudo tem como objetivo aferir a percepção do eleitorado sobre a gestão pública e mapear tendências de intenção de voto para as eleições gerais deste ano

Goianésia-Uma nova pesquisa de opinião pública está em andamento em Goianésia desde a última segunda-feira, 4 de maio, e segue com coleta de dados nesta terça-feira, 5, com previsão de encerramento na quarta-feira, dia 6. O levantamento é conduzido pelo Grupom, com notificação ao Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O estudo tem como objetivo aferir a percepção do eleitorado sobre a gestão pública e mapear tendências de intenção de voto para as eleições gerais de 2026. O próximo pleito irá definir os ocupantes dos cargos de presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais.

Em Goiás, a eleição terá impacto direto na composição da representação política, tanto no Congresso Nacional quanto na Assembleia Legislativa. Atualmente, o estado elege 17 deputados federais e 41 deputados estaduais. Há uma proposta em tramitação no Congresso Nacional que prevê a ampliação da bancada federal goiana, mas a medida não deve entrar em vigor a tempo das próximas eleições.

A pesquisa inicia pela avaliação das administrações públicas. Os entrevistados são questionados sobre os níveis de aprovação ou desaprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, na sequência, sobre a gestão municipal do prefeito de Goianésia, Renato de Castro.

Na etapa seguinte, o levantamento aborda a intenção de voto em cenários estimulados. Para a Presidência da República, são apresentados nomes como Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, além de Ciro Gomes, Aldo Rebelo e Renan Santos.

No caso do Governo de Goiás, a pesquisa trabalha com diferentes cenários, combinando possíveis pré-candidaturas. Entre os nomes incluídos estão Daniel Vilela, Marconi Perillo e Adriana Accorsi, além de Wilder Morais e Telêmaco Brandão. As variações permitem analisar o comportamento do eleitor diante de diferentes configurações de disputa.

Para o Senado, o levantamento contempla nomes como Gracinha Caiado, Zacharias Calil, Vanderlan Cardoso e Rubens Otoni, além de Alexandre Baldy, Gustavo Gayer e Humberto Teófilo. A metodologia considera duas rodadas de respostas, em função do sistema eleitoral que prevê a escolha de dois senadores por estado.

Na disputa para deputado federal, são testados nomes como Delegado Waldir, José Nelto, Henrique Vilela e Rubens Otoni, além do ex-prefeito de Goianésia, Leonardo Menezes, e de Manoel Castro Arantes, conhecido como Fião, ex-secretário da Casa Civil do município. Já para deputado estadual, aparecem nomes como Aparecido Costa, Cairo Salim, Igara de Castro, José Machado, Lineu Olímpio e Helio de Sousa, ex-prefeito de Goianésia.

Entre os pontos observados no levantamento está a ausência do nome do atual presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Bruno Peixoto, que já declarou ser pré-candidato a deputado federal.

Além de mensurar intenções de voto, a pesquisa inclui nomes ligados ao cenário político local, o que possibilita avaliar potenciais articulações e alternativas ainda em construção. Esse tipo de levantamento contribui para identificar tendências iniciais e o nível de competitividade entre os possíveis candidatos.

Pesquisas dessa natureza são utilizadas por partidos, lideranças políticas e gestores públicos como instrumento de análise do cenário eleitoral e da percepção da população. Conforme estabelece a Resolução nº 23.600/2019 do Tribunal Superior Eleitoral, levantamentos de opinião pública sem intenção de divulgação oficial não exigem registro prévio junto à Justiça Eleitoral. Em um momento de articulações iniciais para 2026, os dados tendem a influenciar estratégias e movimentações políticas nos próximos meses.