Cadeia produtiva vai além dos hospitais e beneficia diferentes áreas do mercado

Goianésia-Mais da metade dos passageiros que chegam ao Aeroporto de Goiânia desembarca com um objetivo específico: realizar algum tipo de procedimento médico. Levantamento do Observatório do Turismo de Goiás aponta que 57% dos visitantes têm essa finalidade.

O advogado especialista em direito médico e consultor jurídico da Associação Brasileira de Cirurgia Plástica Estética em Goiás, David Castro, destaca que a estrutura de saúde disponível no estado é um dos principais atrativos.

“Goiás conta com uma das maiores concentrações de especialistas médicos do país, além de uma infraestrutura tecnológica avançada. Quando comparada a grandes centros, como São Paulo, a estrutura hospitalar é semelhante, mas com custos mais acessíveis”, afirma.

Segundo ele, o estado possui uma alta proporção de profissionais de saúde por habitante, com cerca de três a quatro especialistas para cada mil moradores. Esse cenário favorece a chegada de pacientes de diversas regiões do Brasil e também do exterior, incluindo os Estados Unidos, países da Europa e da América Latina, em busca, principalmente, de cirurgias plásticas e tratamentos odontológicos.

O impacto desse fluxo vai além das clínicas e hospitais e movimenta diferentes setores da economia. A rede hoteleira, o transporte, a alimentação e os serviços especializados registram crescimento com a presença desses visitantes.

“A cadeia é ampla. Envolve desde hotelaria e transporte até áreas como alimentação, tecnologia, turismo, serviços jurídicos, seguros e o setor financeiro”, explica.

O tema ganha destaque nos próximos dias. Entre os dias 9 e 11 de abril, Goiânia recebe um encontro da Associação Brasileira de Cirurgia Plástica Estética, reunindo profissionais da saúde, gestores públicos e representantes do setor turístico para discutir o crescimento do turismo de saúde, segmento que segue em expansão no país.