Goianésia-A abertura da safra 2026 do Grupo Otávio Lage foi realizada nesta quarta-feira, dia 8, reunindo lideranças do setor agropecuário e colaboradores da empresa. O evento contou com a presença do diretor executivo da Vera Cruz Agropecuária, Rodrigo Penna; do diretor do Grupo Otávio Lage, Rodrigo Mendes; do padre José Adeenes; além de Otávio Lage de Siqueira Filho, o Otavinho, membro da diretoria. A programação marcou o início de um novo ciclo produtivo, com destaque para investimentos, tecnologia e estratégias de crescimento.
Segundo Otavinho, o grupo mantém uma atuação voltada à inovação e ao aumento da produtividade, mesmo diante dos desafios do setor.
“Nós sempre investimos muito em pesquisa e desenvolvimento para garantir ganhos de produtividade. Na irrigação, por exemplo, temos feito um trabalho importante na área de cana, com pivôs instalados, e também na soja, com uso constante de tecnologia. Na fertilidade do solo, seguimos inovando, utilizando adubos biológicos e orgânicos para alcançar melhores resultados.”
Ele também comentou sobre os impactos de fatores externos na produção, especialmente relacionados ao custo de insumos.
“O Brasil importa quase 80% dos fertilizantes que utiliza. Quando há problemas cambiais ou crises externas, como conflitos internacionais, isso impacta diretamente o setor. Foi o que aconteceu no início da guerra entre Rússia e Ucrânia. Diante disso, é necessário adotar criatividade, revisar processos e intensificar o uso de tecnologia para enfrentar esses desafios.”
Outro ponto abordado foi a busca por eficiência diante de limitações, como a escassez de mão de obra.
“Há desafios relacionados à mão de obra, especialmente em áreas como seringais e cana-de-açúcar. Por isso, temos investido em processos, equipamentos e tecnologia para elevar a produtividade. São situações que exigem adaptação e inovação.”
O diretor executivo da Vera Cruz Agropecuária, Rodrigo Penna, destacou o avanço da produtividade ao longo dos anos e o uso sustentável dos recursos nas operações.
“Reutilizamos matéria orgânica do confinamento nos seringais e pastagens, o que contribui para o aumento da produtividade. Atualmente, a agricultura registra médias próximas de 70 sacas por hectare, enquanto há duas ou três décadas esse número girava em torno de 40. Esse ganho é fundamental para a competitividade.”
Já o diretor do Grupo Otávio Lage, Rodrigo Mendes, destacou o investimento em pessoas como um dos pilares do desenvolvimento da empresa.
“O grupo tem no seu DNA a valorização e o desenvolvimento de pessoas. Investimos continuamente em qualificação, formação de lideranças e capacitação das equipes, o que fortalece um ambiente de crescimento e aprendizado.”
Ele também mencionou o reconhecimento nacional conquistado pela empresa.
“Não é por acaso que estamos entre as 50 melhores empresas para se trabalhar no Brasil. Buscamos manter um ambiente positivo, com oportunidades de desenvolvimento e compartilhamento de conhecimento.”
A abertura da safra reforça o posicionamento do Grupo Otávio Lage como referência nacional na produção de borracha natural, pecuária de corte e genética bovina, com foco em inovação, sustentabilidade e valorização das pessoas.




