Valores proporcionais são pagos a quem trabalhou menos de 12 meses no ano-base

Goianésia- Teve início o pagamento do abono salarial para trabalhadores nascidos em janeiro. Neste primeiro lote, cerca de 2 milhões de pessoas recebem o benefício em todo o país. A estimativa é de que aproximadamente R$ 2,5 bilhões sejam injetados na economia nesta etapa, impulsionando principalmente o comércio e o setor de serviços.

Têm direito ao abono os trabalhadores inscritos no PIS ou Pasep há pelo menos cinco anos, que tenham exercido atividade formal por, no mínimo, 30 dias no ano-base considerado para cálculo e recebido, em média, até dois salários mínimos mensais. As informações devem ser corretamente enviadas pelo empregador ao governo federal por meio do eSocial ou da RAIS.

A advogada Carla Bezerra explica que o benefício é garantido pela Constituição Federal e funciona como uma espécie de 14º salário para quem atende aos critérios. “O trabalhador precisa estar cadastrado há pelo menos cinco anos e ter trabalhado com carteira assinada por, no mínimo, 30 dias no ano-base. O valor é proporcional ao tempo trabalhado. Se atuou durante os 12 meses, recebe o valor integral; caso contrário, recebe proporcionalmente”, afirma.

O valor do abono varia conforme o período trabalhado no ano-base. Quem exerceu atividade formal durante os 12 meses recebe o valor integral de R$ 1.621, equivalente ao salário mínimo vigente. Já quem trabalhou por menos tempo recebe valor proporcional, cerca de R$ 135 por mês trabalhado.

Carla orienta que o trabalhador consulte o calendário de pagamentos e verifique se os dados estão corretos na Carteira de Trabalho Digital. “Se houver alguma inconsistência nas informações, é importante procurar o setor de Recursos Humanos da empresa para solicitar a retificação. Após o processamento dos dados, o valor pode ser disponibilizado”, explica.

Ao longo de 2026, a previsão é de que aproximadamente 22,2 milhões de trabalhadores sejam contemplados com o abono salarial em todo o país. O recurso representa um reforço no orçamento das famílias.

Em Goianésia, o trabalhador Leandro Borges aguarda o depósito e afirma que pretende utilizar o dinheiro para quitar contas. “O PIS ajuda demais. É um dinheiro que chega numa hora em que a gente está precisando. Dá uma aliviada boa nas contas”, comenta.

O pagamento ocorre de forma diferente para trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos. O PIS é administrado pela Caixa Econômica Federal, com crédito em conta corrente, poupança ou na poupança social digital, acessada pelo aplicativo Caixa Tem. Já o Pasep é pago pelo Banco do Brasil, com possibilidade de depósito em conta, transferência via TED ou PIX, além de saque presencial nas agências.