Goianésia - As dívidas vão além do impacto financeiro e atingem diretamente a saúde e o bem-estar da população brasileira. Pesquisas sobre comportamento financeiro indicam que o endividamento está relacionado ao aumento do estresse e da ansiedade, além de provocar redução na qualidade de vida, com reflexos nas relações familiares, no rendimento profissional e no equilíbrio emocional.
Segundo o economista Angelo Mathias, a renda interfere de forma decisiva em diferentes dimensões da vida cotidiana. “A renda tem um peso muito forte nesse contexto e acaba gerando várias consequências. Surgem problemas psicológicos, dificuldades para dormir e quadros de insônia. Em muitos casos, a falta de recursos para despesas básicas, como água, energia ou alimentação, compromete o dia a dia das famílias”, afirma.
Levantamentos da Serasa apontam que o país soma mais de 73 milhões de consumidores inadimplentes, número que corresponde a cerca de 45% da população adulta. Estudos complementares indicam que mais de 60% das pessoas endividadas relatam impactos emocionais ligados diretamente à situação financeira.
Morador de Goianésia, Wesley Moreira relata que o aumento do custo de vida tem agravado o cenário. “A gente consegue criar os filhos, mas manter a casa ficou muito difícil. Os preços sobem o tempo todo, a inflação pesa e o básico já não fecha a conta. Tem aluguel, água, luz, e quase não sobra para comprar as coisas para os meus filhos”, conta.
Especialistas avaliam que o mês de fevereiro costuma ser encarado por muitos brasileiros como um período de reorganização financeira. Após despesas concentradas no início do ano, parte da população busca reestruturar o orçamento doméstico, retomar o controle das finanças e reduzir os efeitos das dívidas sobre a rotina e a saúde emocional.




