Goianésia - Goiás registrou mais de 25 mil veículos financiados no último levantamento do Sistema Nacional de Gravames. Do total, os carros usados lideram o mercado, com 16 mil unidades, enquanto os modelos zero quilômetro somam pouco mais de 9 mil. O financiamento de usados cresceu 13,3% em relação a 2024, superando a alta de 9% registrada pelos veículos novos.
No segmento de motos, o avanço foi ainda maior, com variação de 21%, enquanto veículos pesados novos registraram queda de 54%. Para o economista Danilo Orsida, o crescimento é positivo para o setor, mas o veículo zero quilômetro continua sendo fundamental para estimular a troca de usados: "O setor automotivo, assim como a construção civil, são dois grandes termômetros da economia. A redução do volume de vendas simboliza redução de contratações e interfere no nível geral de emprego. É um setor que sempre foi objeto de muita atenção, inclusive dos governos, e possui sindicatos fortes, sendo um termômetro importante da economia."
Segundo o economista, a taxa Selic elevada, na casa dos 15%, encarece o crédito bancário e leva muitos consumidores a adiar a compra de veículos novos. Para quem busca economizar, Orsida aponta o consórcio como alternativa vantajosa, especialmente para quem não tem urgência: "Diante de um cenário em que a taxa de juros está alta, financiar um veículo novo ficou mais caro. A aquisição de um veículo usado ou a manutenção de um carro já existente se torna uma alternativa mais viável financeiramente."
Para 2026, a projeção é de que o custo do crédito continue elevado, com a taxa básica de juros ainda em dois dígitos. Especialistas alertam para a importância de considerar gastos extras, como IPVA e seguro, antes de assumir compromissos financeiros de longo prazo.




