Goianésia- A falta de organização financeira continua sendo um dos principais desafios enfrentados pela população brasileira. Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em parceria com o SPC Brasil, revelou que 67% dos brasileiros não possuem qualquer tipo de reserva financeira. O levantamento mostra que a maioria vive no limite da renda mensal, o que dificulta enfrentar imprevistos como despesas médicas, manutenção de veículos ou perda de emprego.
O economista Leandro Rezende aponta as principais causas da ausência de planejamento. “Os motivos envolvem uma combinação de fatores. No campo econômico, temos o orçamento apertado, o alto nível de endividamento e a instabilidade financeira. Já do ponto de vista da educação, muitos não têm acesso a conhecimentos básicos sobre finanças e produtos financeiros. Culturalmente, o foco excessivo no consumo, a falta de disciplina e o pouco acompanhamento das finanças pessoais também contribuem para esse cenário”, explica.
De acordo com o estudo, apenas 28% dos entrevistados conseguem poupar parte da renda, e mais da metade dessas pessoas afirma que utiliza o dinheiro guardado ainda no mesmo mês para cobrir gastos essenciais. O quadro é agravado pelo endividamento recorde, que já atinge mais de 70 milhões de brasileiros, e pela inflação acumulada, que encarece o custo de vida.
Leandro sugere caminhos viáveis para quem deseja iniciar um planejamento financeiro. “O primeiro passo é montar uma reserva de emergência, com investimentos de baixo risco, como o Tesouro Selic, CDBs ou fundos DI. Também é importante buscar cobertura contra riscos pessoais, como seguros de vida e previdência privada. No longo prazo, o ideal é investir em títulos de renda fixa, fundos de investimento e adotar uma gestão financeira estruturada, que inclua orçamento, redução de dívidas e educação contínua”, recomenda.
Mesmo para quem tem uma renda apertada, é possível começar. Especialistas indicam que guardar entre 5% e 10% da renda mensal já é um bom começo. Anotar gastos, evitar compras por impulso e priorizar o pagamento de dívidas com juros altos são atitudes simples que ajudam na criação de um fundo de emergência, essencial para garantir mais segurança e estabilidade financeira no futuro.




