13 mil novos postos de trabalho foram abertos apenas em setembro

Goianésia- O estado de Goiás segue em ritmo acelerado quando o assunto é geração de empregos formais. Segundo os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, Goiás lidera a criação de vagas com carteira assinada na região Centro-Oeste, com mais de 13 mil novos postos de trabalho abertos apenas em setembro de 2025.

O desempenho expressivo coloca o estado em destaque nacional, impulsionado principalmente pelos setores de serviços, comércio, construção civil, agropecuária e indústria de transformação.

O consultor empresarial Manoel Messias explica os fatores que colocam Goiás na liderança do ranking de geração de empregos. “O setor de serviços, o comércio, o varejo, a construção civil, o setor agropecuário e agroindustrial fomentam muito essa geração de empregos. E a palavra-chave é produção. Goiás produz muito. Temos um agronegócio forte, grandes áreas produtivas, e isso gera uma cadeia de oportunidades, comércios, confecções, setor de tecnologia e outros serviços que giram em torno dessa produção”, destaca.

De acordo com o levantamento, os principais responsáveis pelo bom resultado foram o agronegócio e a indústria de transformação, impulsionados por fatores como a safra recorde de grãos, o aumento nas exportações de carne e a expansão de novas plantas industriais no estado.

O setor de serviços, especialmente nas áreas de logística, comércio e tecnologia, também apresentou crescimento expressivo. Cidades como Goianésia, Anápolis e Rio Verde têm se consolidado como polos regionais de emprego, graças à chegada de novas empresas e à expansão da economia local.

Segundo Manoel Messias, a regulamentação e a formalização dos empregos em Goiás também contribuem para esse cenário positivo. “O estado é bem regulamentado. Temos regiões no Brasil onde ainda não se paga o salário mínimo ou se deixa de assinar a carteira de trabalho. Em Goiás, vemos um crescimento não só na formalização, mas também na abertura de microempresas e no fortalecimento do setor informal de maneira estruturada. Além disso, a educação de base é um diferencial importante que ajuda a preparar a mão de obra”, afirma.