Goianésia - Um levantamento recente apontou queda no preço da cesta básica em Goiás, com redução nos valores de itens essenciais como arroz, feijão, óleo, leite, carnes e hortifrutis. Apesar do recuo nos índices, muitos consumidores relatam que o alívio ainda não chegou às gôndolas dos supermercados. Em cidades do interior, como Goianésia, a sensação é de que os preços continuam altos e o impacto no orçamento familiar permanece forte.
A dona de casa Bárbara Oliveira explica que, mesmo com os esforços para economizar, a conta do supermercado ultrapassa o orçamento disponível. “Nós somos quatro em casa. Hoje, em média, o mercado vai quase dois mil reais por mês. Quem tem só um salário mínimo, como é que faz?”, questiona.
A percepção de Bárbara é compartilhada por Joana Carvalho, também moradora de Goianésia. Para ela, o planejamento financeiro já não acompanha mais o custo da alimentação. “Não dá mais pra comprar tudo do mês de uma vez. A gente vai levando no cartão de crédito, compra, paga, compra de novo. Se não for assim, não dá pra comer direito”, desabafa.
De acordo com especialistas, mesmo quando os preços caem na origem, essa redução pode demorar a chegar até o consumidor final. A economista Leila Brito, do Dieese em Goiás, explica que o impacto nas prateleiras depende da reposição dos estoques e da política de preços de cada estabelecimento. “Houve um menor aumento, com índice atual em torno de 7%, bem abaixo dos dois dígitos registrados anteriormente. Mas o valor unitário de produtos como café e carne bovina ainda é elevado e continua pesando no orçamento das famílias de baixa renda”, afirma.
O estudo também aponta que, mesmo com a retração recente, o custo da cesta básica representa uma fatia expressiva do salário mínimo. Em Goiás, garantir o essencial ainda é um desafio mensal para milhares de famílias que lutam para manter a mesa abastecida.




