Goianésia - A área segurada pelo seguro rural em Goiás registrou uma queda expressiva em 2025. De janeiro a agosto, apenas 161 mil hectares estavam protegidos, uma redução de 80% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando ultrapassava 768 mil hectares.
Leonardo Machado, gerente técnico do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG), aponta que a diminuição está ligada à escassez de recursos para subsídios, ao alto custo do seguro, à ausência de incentivos e à retração do crédito rural. Segundo ele, “a política pública para o seguro rural precisa ser atualizada, especialmente no que diz respeito ao subsídio e ao fundo de catástrofe, que está em discussão em Brasília e precisa avançar.”
O Ministério da Agricultura congelou 445 milhões de reais do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural, valor que representa quase metade do orçamento total previsto para 2025, estimado em cerca de 1 bilhão de reais. Para Machado, o seguro rural é fundamental para proporcionar segurança financeira ao produtor, distribuindo os riscos das operações. “Sem essa proteção, o produtor fica vulnerável às variações climáticas, como secas ou excesso de chuvas, o que impacta diretamente sua atividade econômica”, ressalta.
O IFAG destaca que o orçamento do seguro rural tem sido reduzido nos últimos anos, apesar de ser um recurso que pode ser contingenciado pelo governo federal. Entre as propostas para reverter o cenário, está a criação de um fundo de catástrofe, que garantiria maior segurança às seguradoras, permitindo que o governo auxilie no pagamento de indenizações em situações extremas, incentivando a contratação de novas apólices.




