Consumidores comemoram alívio no orçamento

Goianésia- Nos últimos dias, os consumidores de Goianésia têm percebido uma queda significativa no preço do frango nos supermercados da cidade. Um dos alimentos mais presentes na mesa dos brasileiros, o frango está sendo vendido por valores mais acessíveis, o que tem trazido alívio ao orçamento das famílias.

A dona de casa Ivonete de Jesus, moradora de Goianésia, confirma a mudança. “Eu achei muito bom, abaixou muito. Antigamente a gente comprava por 12, 13 reais, né? Agora a gente já encontra por 6, 7, 8 reais”, relata.

De acordo com comerciantes locais, a redução nos preços está diretamente ligada a um aumento na oferta do produto, reflexo de uma elevação na produção e da redução nos custos de distribuição. O analista do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG), Marcelo Penha, explica que o cenário atual é influenciado também por fatores do mercado nacional e internacional.

“A arroba do boi está subindo por causa da virada do ciclo pecuário. Com a retenção de fêmeas bovinas, há menos carne bovina no mercado, o que eleva seu preço. Isso acaba influenciando o consumo de outras proteínas, como frango e suíno. Além disso, os exportadores, principalmente do Sul do Brasil e de Goiás, estão sendo beneficiados com a retomada das compras por países que haviam suspendido as importações por conta da gripe aviária. Essa conjuntura pressiona o mercado de carnes”, analisa.

Segundo levantamento nos estabelecimentos da cidade, o frango inteiro está custando em média R$ 11,00 o quilo. O peito de frango é encontrado por cerca de R$ 17,00 o quilo, e a coxa e sobrecoxa por até R$ 8,00 o quilo. A concorrência entre os comércios locais e a sazonalidade também são apontadas como fatores que contribuem para manter os preços mais baixos.

O empresário Idaizio Batista, proprietário de um açougue em Goianésia, comemora o aumento nas vendas de frango e afirma que, além do volume, a margem de lucro também tem sido positiva. “A venda agora está ótima mesmo. Tomara que continue assim. Para nós, que conseguimos um bom preço e repassamos isso para o consumidor final, é muito melhor. Compramos mais em conta e também vendemos mais em conta para o cliente”, afirma.