A falta de organização financeira pode transformar um bom produto em um negócio inviável

Goianésia- Para o microempreendedor individual (MEI), especialmente aqueles que estão começando, os desafios vão muito além de conquistar clientes e vender produtos. Uma das dúvidas mais comuns está na forma de organizar o negócio, principalmente no que diz respeito às finanças. Um erro recorrente é misturar os gastos pessoais com os da empresa, prática que pode colocar em risco a saúde financeira do empreendimento.

Segundo o economista Diego Angelo, a separação entre contas é essencial para garantir a organização e o controle do fluxo de caixa. “É fundamental manter contas bancárias distintas: uma para pessoa física e outra para pessoa jurídica. Isso evita que o dinheiro da empresa seja usado para pagar contas pessoais, o que pode comprometer o capital necessário para comprar materiais, repor estoque ou investir no negócio”, explica.

Um estudo do Sebrae mostra que cerca de 29% dos microempreendedores individuais encerram suas atividades ainda no primeiro ano, e muitos desses fechamentos ocorrem por falhas simples de gestão. Entre os principais erros estão a mistura de finanças pessoais e empresariais, a falta de planejamento financeiro, a precificação incorreta de produtos ou serviços e a ausência de controle do fluxo de caixa.

Diego Angelo destaca que separar as finanças ajuda o empreendedor a ter uma visão mais clara dos resultados da empresa e a tomar decisões estratégicas com mais segurança. “Você precisa saber quais são seus custos, qual a expectativa real de receita, qual é sua margem de lucro. Precificar corretamente é mais do que copiar o valor do concorrente: é entender seu público-alvo e saber quanto ele está disposto a pagar pelo seu produto ou serviço”, ressalta.

Ações simples podem fazer toda a diferença: abrir uma conta bancária específica para a empresa, usar cartões separados para gastos pessoais e empresariais, e manter o registro de todas as movimentações.