Goianésia- A inflação oficial medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 0,26% em julho, ficando acima dos 0,24% registrados em junho. O resultado, divulgado pelo IBGE nesta terça-feira (12/08), reforça que o custo de vida segue em alta, impactando diretamente o orçamento das famílias brasileiras.
Moradora de Goianésia, Larissa Rodrigues relata a dificuldade enfrentada em casa para lidar com a conta de energia. “A situação da energia aqui em casa é bem complicada. Por mais que a gente tente economizar, não deixando a luz acesa sem necessidade, ainda assim preciso me esforçar muito para conseguir pagar as contas do mês, que incluem alimentação, água e outras despesas. Está bem difícil”, comenta.
O principal responsável pelo aumento foi o custo da energia elétrica residencial, que teve alta de 3,04% em julho, contribuindo com 0,12 ponto percentual para o índice total. No acumulado de janeiro a julho, a conta de luz registrou aumento de 10,18%, o maior para o período desde 2018, representando o maior impacto individual (0,39 p.p.) no IPCA acumulado do ano, que atingiu 3,26%.
Outra moradora, Karita Fernanda, reforça o impacto no orçamento familiar. “A conta está até controlada, porque já reduzimos o consumo, mas ainda assim pesa bastante. Fica em torno de R$ 150 a R$ 200 numa casa onde usamos só o essencial, geladeira, televisão, nada fora do normal. Está muito caro”, relata.
Apesar da alta da energia, alguns itens registraram queda em julho. A alimentação no domicílio caiu 0,69%, com destaque para a redução nos preços da batata-inglesa, cebola e arroz.
Especialistas recomendam atenção redobrada na gestão do consumo de energia e no planejamento das despesas domésticas para mitigar o impacto da inflação no orçamento familiar.




