Setor supermercadista enfrenta escassez de mão de obra e dificuldades na expansão em Goiás

Goianésia - O setor supermercadista brasileiro atravessa uma crise de escassez de mão de obra qualificada, o que tem dificultado a expansão das redes e a contratação de novos colaboradores. De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), há 357 mil vagas abertas em todo o País. Em Goiás, a Associação Goiana de Supermercados (Agos) estima que cerca de 6 mil vagas estejam disponíveis nos principais municípios do estado. Embora haja projetos de expansão em andamento, muitas redes estão adiando a abertura de novas lojas devido à falta de pessoal.

O economista e gestor empresarial Bruno Paulino explica que a escassez de trabalhadores qualificados está comprometendo o setor. Ele aponta que os jovens estão em busca de empregos mais flexíveis e que ofereçam maior rentabilidade, o que tem dificultado o preenchimento das vagas. "O público mais jovem prefere oportunidades que proporcionem maior flexibilidade e melhores condições financeiras, o que tem dificultado a ocupação dessas vagas no setor supermercadista", afirma Paulino.

Um levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostrou que os supermercados enfrentam a falta de mão de obra em oito das 10 principais ocupações do setor, como operadores de caixa, padeiros e açougueiros. Antônio Ferreira, gerente de um supermercado em Goianésia, relata que, apesar de receber currículos, muitos trabalhadores não permanecem nas vagas efetivas após a primeira semana. "É difícil manter os funcionários. Eles desistem rapidamente por falta de motivação ou por outras ofertas no mercado de trabalho", conta Antônio.

A pesquisa da Associação Goiana de Supermercados também revela que, para atrair o interesse dos jovens pelo comércio, especialmente pelos supermercados, é fundamental melhorar a remuneração e as condições de trabalho.