Goianésia - Ir ao mercado tem se tornado cada vez mais desafiador para o brasileiro, com reajustes frequentes nos preços dos produtos básicos. E para quem é fã de café, a situação tende a piorar: o preço do grão, especialmente do café arábica, tem registrado aumentos significativos. Em dezembro de 2024, o preço ultrapassou US$ 3,44 por libra (0,45 kg), e as projeções indicam que o preço pode aumentar até 80% em 2025.
O economista Caio Carlos explica que a alta está sendo impulsionada por fatores externos, principalmente o impacto climático nas principais regiões produtoras. “O principal fator foi o impacto climático em países como Vietnã e Indonésia, que são grandes produtores. A redução na oferta desses países fez os preços subirem, já que o mercado global ficou mais apertado. Por exemplo, o Vietnã importou 680 mil sacas do Brasil no ano passado devido a essa escassez”, afirma Caio.
Além das dificuldades climáticas, tanto o Brasil quanto o Vietnã enfrentaram fenômenos extremos como secas e inundações, o que afetou diretamente as safras. A popularidade crescente do café, com o aumento do consumo mundial e a mudança nos hábitos de consumo, também tem pressionado os preços. Caio também explica sobre os insumos utilizados na produção de café, que são cotados em dólar, o que contribui para o aumento do preço final do produto. "Os insumos, como fertilizantes, são importados e têm seus preços atrelados ao câmbio. Com o dólar alto, os custos aumentam, e isso se reflete diretamente no preço do café", explica.
O cenário é ainda mais desafiador devido ao crescimento contínuo da demanda global por café, impulsionado pelo aumento da população e pela maior popularidade da bebida em diversos países. Como resultado, o mercado de café enfrenta uma pressão crescente, com uma oferta reduzida e uma demanda em ascensão.




