Goianésia - Mais de 700 crianças, adolescentes e jovens já foram tratados com medicamentos injetáveis para o controle da obesidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Goiás. Dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) apontam que 702 pacientes dessa faixa etária receberam tratamento com as chamadas "canetas emagrecedoras", utilizadas em casos específicos e mediante indicação médica.
Os medicamentos são destinados ao tratamento da obesidade e de doenças associadas, seguindo protocolos clínicos rigorosos e acompanhamento multiprofissional. O uso ocorre exclusivamente após avaliação especializada, considerando critérios como idade, condição clínica, índice de massa corporal (IMC) e presença de comorbidades.
Em Goiás, a utilização desses fármacos integra a assistência oferecida pelo SUS a pacientes que não obtiveram resultados satisfatórios apenas com mudanças no estilo de vida, na alimentação e na prática de atividades físicas. O tratamento é acompanhado por equipes formadas por médicos, nutricionistas, psicólogos e outros profissionais da saúde.
Especialistas ressaltam que os medicamentos não substituem hábitos saudáveis e não devem ser utilizados com finalidade estética. A indicação depende de avaliação individualizada e monitoramento contínuo, devido aos possíveis efeitos adversos e às contraindicações existentes. O uso indiscriminado pode provocar complicações e representar riscos à saúde.
As chamadas canetas emagrecedoras são compostas por medicamentos análogos do GLP-1, desenvolvidos inicialmente para o tratamento do diabetes tipo 2 e, posteriormente, incorporados ao manejo da obesidade em pacientes que atendem aos critérios estabelecidos pelos protocolos médicos. O tratamento busca reduzir o apetite, aumentar a sensação de saciedade e contribuir para o controle do peso corporal.
O crescimento da utilização desses medicamentos ocorre paralelamente ao aumento da preocupação das autoridades sanitárias com o uso sem prescrição médica. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem intensificado as ações de fiscalização e alerta que medicamentos sem registro ou comercializados de forma irregular oferecem riscos à saúde da população.




