Goianésia- A Polícia Civil de Goiás deflagrou, na última segunda-feira (13), a Operação Milionários Infiéis para apurar um suposto esquema de exploração financeira e estelionato contra uma idosa, com prejuízo estimado em R$ 37 milhões. A ação ocorreu em Goiânia e Firminópolis, com cumprimento de mandados de busca e apreensão.
O principal investigado é Fabiano Pedrosa Leão, neto da vítima, a fazendeira Angélica Pedrosa Leão, que morreu em 2024. Segundo as investigações, ele administrava as finanças da avó desde 2009. As suspeitas surgiram após uma das herdeiras identificar inconsistências na prestação de contas e acionar a Justiça para apurar o destino dos lucros da propriedade rural.
Gestão da herança e indícios de fraude
A operação foi conduzida de forma conjunta pela Delegacia Especializada no Atendimento ao Idoso (Deai) e pela Delegacia de Polícia de Firminópolis. De acordo com a polícia, há indícios de irregularidades na gestão do patrimônio familiar, que também era administrado com participação da mãe do investigado, Marli Gonçalves Pedrosa Leão, filha da vítima e igualmente alvo das apurações.
Durante o cumprimento dos mandados, agentes apreenderam documentos em endereços ligados aos investigados, que serão analisados para aprofundar a investigação. A Justiça também determinou o bloqueio de bens que ultrapassam R$ 30 milhões.
Fabiano chegou a ser preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo durante a operação, mas foi liberado após pagamento de fiança.
Investigação em fase final
Segundo a Polícia Civil de Goiás, o inquérito está em fase final e deve ser encaminhado ao Poder Judiciário nos próximos dias. A corporação apura ainda a possível participação de terceiros no esquema, como funcionários de cartórios, instituições bancárias e outros produtores rurais.
O investigado já havia prestado depoimento anteriormente. Na ocasião, ele afirmou que não havia cobrança formal de prestação de contas por parte da avó e que todas as movimentações eram comunicadas de maneira informal à família.
Ele também declarou possuir documentos que comprovariam a legalidade das transações e negou ter se beneficiado indevidamente dos recursos. Sobre um saque de aproximadamente R$ 1,5 milhão realizado dois dias após a morte da avó, Fabiano afirmou que o valor foi utilizado para quitar dívidas familiares antes da divisão entre os herdeiros.




