Inteligência policial orienta ações e operações em campo

Goianésia-O primeiro trimestre de 2026 foi marcado por uma série de ações operacionais das forças de segurança em Goianésia e região. O período traz um panorama sobre a atuação policial, permitindo observar padrões de ocorrências, tipos de crimes e estratégias adotadas no enfrentamento à criminalidade, especialmente a partir da atuação integrada entre diferentes unidades.

Produtividade operacional e principais ocorrências

Durante entrevista à RVC FM, no programa Fatorama, o comandante da CPE, capitão Marcelino, detalhou os resultados das ações no período. Ele afirmou que o início do ano apresentou resultados acima da média nas operações realizadas.

“A equipe de CPE, nesse primeiro trimestre, apresentou uma produtividade acima da média. A gente conseguiu efetuar prisões, recapturar foragidos da Justiça, solucionar crimes ocorridos ou homicídios diante da situação de flagrante delito”, explicou.

Além das prisões, o comandante citou a retirada de armas de fogo de circulação e o cumprimento de mandados como parte das atividades desenvolvidas.

Números do trimestre e tipos de crime

Os dados específicos da atuação da companhia também foram apresentados durante a entrevista. Segundo o capitão, foram registradas dezenas de ocorrências com diferentes naturezas.

“No que tange à atuação da CPE dentro do 5º Comando Regional, foram registradas 61 ocorrências, dentre elas, destaque para recaptura de foragidos da Justiça, apreensão de armas de fogo, apreensão de traficantes e drogas e prisões em flagrante”, afirmou.

As ações envolveram tanto crimes patrimoniais quanto ocorrências relacionadas ao tráfico de drogas e crimes contra a vida.

Caso da hamburgueria mobilizou força-tarefa

Um dos episódios de maior repercussão no período foi um homicídio registrado em uma hamburgueria da cidade. O caso levou à mobilização de equipes e integração com forças de outros estados.

O comandante relatou a atuação na ocorrência. “Foi criada uma força-tarefa, na qual eu coordenei, juntamente com as equipes da CPE e com apoio do 23º BPM, onde a gente conseguiu efetuar a prisão do autor praticamente em menos de 24 horas após o fato, na divisa de Goiás com Minas Gerais.”

A operação envolveu monitoramento, deslocamento entre estados e cooperação com outras corporações policiais até a localização dos suspeitos.

Inteligência policial e monitoramento

A identificação dos envolvidos no crime contou com troca de informações entre equipes e uso de inteligência policial. De acordo com o capitão, o ponto de partida foi uma informação levantada durante o trabalho de campo.

“Foi a partir desse momento que a gente falou: vamos localizá-lo em Brasília. Por meio de ações de inteligência, nós localizamos que ele estava em um hotel”, disse.

O comandante também explicou que o acompanhamento de suspeitos ocorre de forma contínua.

“O monitoramento do infrator é feito 24 horas por dia, sete dias por semana, tanto pelo serviço de inteligência como pelo policial fardado”, afirmou.

Queda nos índices criminais

Outro ponto abordado foi a comparação com períodos anteriores. Segundo o comandante, houve redução nos indicadores de criminalidade na região.

“A partir do momento que a gente atuou integrado com as demais forças do regional, a gente fez foi diminuir os índices criminais. Então, todos os índices criminais foram baixados”, declarou.

A atuação conjunta entre unidades foi apontada como fator decisivo para os resultados observados.

Apreensões de drogas e impacto no crime

As operações também resultaram na retirada de grande quantidade de entorpecentes de circulação, o que, segundo a corporação, impacta diretamente a dinâmica do crime na região.

O comandante destacou os números. “Temos uma apreensão significativa de drogas aqui, ultrapassa a casa de 50 quilos de drogas apreendidas. Ontem, inclusive, a gente efetuou a prisão de 1 kg de crack”, disse.

Ele detalhou o impacto financeiro dessas apreensões. “1 kg de crack, depois que é dividido para venda, pode gerar aproximadamente 70 mil pedras. Isso daria um lucro de cerca de 100 mil reais para o crime organizado.”

Também foram registradas apreensões de cocaína em operações na região, com prejuízos considerados elevados para o tráfico.

Integração entre forças de segurança

A cooperação entre diferentes unidades e órgãos aparece como um dos principais eixos das ações no período. Segundo o capitão Marcelino, o trabalho é feito de forma coordenada.

“A partir do momento que tem um crime, é criado um grupo de trabalho, onde a gente troca informações, compartilha dados e atua no intuito de fazer um cinturão de segurança.”

Essa integração envolve troca de dados, análises de inteligência e atuação conjunta em campo.

Área de atuação e apoio regional

A Companhia de Patrulhamento Especializado atua além dos limites de um único município, cobrindo diversas cidades da região.

O comandante explicou a abrangência. “A CPE abrange todas as unidades do 15º Comando Regional, como Jaraguá, Goianésia, Barro Alto, entre outras. A gente não tem limite territorial.”

A presença constante em municípios estratégicos também faz parte da estratégia operacional, com equipes distribuídas conforme a demanda de ocorrências.

Atuação em ocorrências diversas

Apesar da incidência de casos ligados ao tráfico de drogas, a companhia atua em diferentes tipos de crime. “O nosso papel é apoiar tático-operacionalmente. Se acontecer um homicídio, um estupro ou qualquer outra ocorrência, a gente vai atuar para tentar a prisão em flagrante”, concluiu.

Quando a prisão imediata não é possível, as informações levantadas são encaminhadas para continuidade das investigações por outros órgãos.