Goianésia- Uma operação da Polícia Federal cumpriu seis mandados de prisão e cinco de busca e apreensão nas cidades de Goiânia e Hidrolândia, na quinta-feira (5), durante uma ação que investiga um grupo suspeito de promover a migração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos. A viagem ocorreria por meio do México.
A ofensiva faz parte da segunda fase da Operação Borderless, que, segundo a PF, conseguiu localizar e prender todos os alvos investigados nesta etapa. As identidades dos suspeitos não foram divulgadas. Eles podem responder pelos crimes de associação criminosa e promoção de migração ilegal, cujas penas podem chegar a oito anos de prisão.
Durante o cumprimento das medidas judiciais, os policiais também apreenderam veículos de luxo e determinaram o bloqueio de bens e contas bancárias vinculadas aos investigados. A corporação estima que o grupo tenha viabilizado a saída irregular de mais de 140 brasileiros para o exterior.
Investigação começou após desaparecimento de casal
As apurações tiveram início em 2021, depois do desaparecimento de um casal brasileiro durante uma tentativa de travessia marítima entre o México e os Estados Unidos.
De acordo com a PF, o casal estava em uma embarcação que saiu de Tijuana com destino a San Diego, no dia 12 de março de 2021. O barco naufragou durante o trajeto, e os corpos das vítimas nunca foram encontrados, o que levou as autoridades a presumirem a morte dos dois brasileiros.
O caso revelou a existência de um esquema estruturado de aliciamento de migrantes, envolvendo intermediários responsáveis por organizar a viagem e realizar o transporte clandestino.
Esquema envolvia “coiote” brasileiro e lavagem de dinheiro
Na primeira fase da operação, realizada em setembro de 2023, os investigadores identificaram um “coiote” brasileiro contratado para organizar a travessia ilegal. Além dele, outras pessoas passaram a ser investigadas por participação na rede criminosa.
Segundo a PF, parte dos suspeitos atuava no Brasil movimentando valores da organização em contas bancárias e realizando operações de lavagem de dinheiro.
Na ocasião, mandados judiciais foram cumpridos nos estados de Goiás, Minas Gerais e Pará.




