Outros cinco envolvidos já foram julgados e condenados em 2024

Goianésia - Quase quatro anos após o assassinato do cartorário Luiz Fernando Alves Chaves, a Justiça definiu a data para o julgamento de duas das acusadas de participação no crime. O juiz Yvan Santana Ferreira designou para o dia 26 de março de 2026 o júri popular das irmãs Alyssa Martins de Carvalho Chaves e Aleyna Martins de Carvalho.

O homicídio ocorreu em dezembro de 2021, em Rubiataba, e teve grande repercussão pela forma como foi executado e pelo envolvimento de pessoas próximas à vítima. Luiz Fernando tinha 40 anos quando foi sequestrado dentro da própria residência, no dia 28 de dezembro. Conforme as investigações, ele foi levado em seu próprio veículo e executado com 17 disparos de arma de fogo. No momento da morte, estava com as mãos algemadas.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Alyssa, esposa do cartorário, teria articulado o assassinato com o objetivo de obter vantagens financeiras, incluindo bens do casal e valores de seguro de vida. Em depoimento à polícia, ela admitiu ter encomendado o crime mediante pagamento de R$ 100 mil. A irmã, Aleyna, também foi denunciada como participante da ação criminosa.

Antes da definição do júri das irmãs, outros cinco envolvidos já haviam sido julgados e condenados em 2024. As decisões reforçaram a tese apresentada pela acusação de que o homicídio foi planejado e executado por um grupo com funções previamente estabelecidas.

Entre os condenados está Luizmar Francisco Neto, apontado como responsável por intermediar e coordenar os executores. Ele recebeu pena de 31 anos e 6 meses de prisão em regime fechado. O atirador identificado como autor dos disparos, Edivan Batista dos Santos, foi sentenciado a 41 anos e 6 meses.

Também foram condenados Ana Cláudia da Silva Rosa, descrita como participante do planejamento, com pena de 28 anos e 1 mês; André Luiz Silva, apontado como recrutador dos executores, condenado a 24 anos e 11 meses; e Laurindo Lucas Gouveia dos Santos, que atuou como motorista no dia do crime, sentenciado a 26 anos e 5 meses de prisão.

Com a marcação do júri popular de Alyssa e Aleyna, o caso entra em nova etapa processual. Caberá ao Tribunal do Júri decidir sobre a responsabilidade das duas acusadas na morte do cartorário.