Suspeitos adulteravam boletos para desviar pagamentos

Goianésia- Uma operação da Polícia Civil do Pará resultou na prisão de dois suspeitos de integrar um esquema de fraude eletrônica que causou prejuízo superior a R$ 50 mil a uma empresa de Rio Verde, em Goiás. O grupo é investigado por adulterar boletos bancários para desviar pagamentos feitos pela empresa.

As prisões ocorreram durante a segunda fase da Operação Último Boleto, com o cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em Belém e em Santa Izabel do Pará, na região metropolitana da capital paraense.

Durante a ação, aparelhos celulares foram apreendidos e serão submetidos à perícia técnica para aprofundar a investigação. Até o momento, outros dois suspeitos não haviam sido localizados e continuam foragidos. Um dos mandados foi cumprido contra um investigado que já estava preso desde a primeira fase da operação, realizada em outubro de 2025.

As investigações tiveram início em junho de 2023, após a empresa goiana identificar inconsistências em pagamentos efetuados por meio de boletos bancários. A apuração revelou que os criminosos acessavam indevidamente o sistema interno da empresa e interceptavam comunicações eletrônicas para modificar dados de boletos legítimos.

De acordo com o delegado João Amorim, titular da Diretoria Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos, o grupo utilizava métodos sofisticados para dificultar o rastreamento do dinheiro. “O grupo obtinha acesso indevido a e-mails corporativos, interceptava comunicações e alterava dados de pagamento, utilizando documentação falsa para abrir contas bancárias em nome de pessoas jurídicas, com o objetivo de ocultar e dificultar o rastreamento dos recursos ilícitos”, explicou.

Na primeira fase da operação, além de prisões, a Polícia Civil apreendeu bens ligados aos investigados, incluindo um veículo de luxo. Os suspeitos podem responder por crimes como fraude bancária, falsidade documental e uso de meios eletrônicos para desvio de valores.