Titular da DP de Barro Alto descreve estratégias usadas por criminosos no fim de ano e reforça cuidados essenciais com ofertas e ligações bancárias

 

Goianésia - No quadro De Olho no Golpe desta sexta-feira, 14 de novembro, o delegado Marco Antônio chamou atenção para o aumento expressivo de golpes durante a Black Friday e o fim de ano. Ele explicou que o grande volume de compras online nesta época cria um ambiente favorável para criminosos. “O comércio online cresce neste período e os criminosos aproveitam esse momento para aplicar mais golpes. É um período em que a gente precisa ficar mais atento em todas as compras online”, alertou.

Segundo o delegado, três golpes se destacam durante as promoções da Black Friday. O primeiro envolve perfis falsos nas redes sociais. “Eles mandam mensagens via WhatsApp ou Instagram oferecendo produtos e facilidades. A pessoa clica, compra e é tudo falso”, afirmou.

O segundo tipo de golpe acontece por meio de sites falsos que simulam lojas conhecidas e exibem promoções extremamente atrativas. “Você compra achando que é real, mas a venda é fraudulenta. É o criminoso que vai ganhar dinheiro e você nunca vê o produto”, ressaltou. Ele reforçou que o consumidor deve entrar manualmente no site oficial da loja. “Nunca entre em site por links. Entre direto na página original”, orientou.

O terceiro golpe ocorre por mensagens enviadas ao celular. “Chega muita oferta pelo WhatsApp e pelo Instagram. Você clica e é direcionado para uma página falsa. Se comprar, infelizmente vai ter prejuízo e não vai receber o produto”, explicou Marco Antônio.

Além das fraudes em compras, o delegado alertou para golpes que envolvem falsas ligações de bancos. Ele descreveu um método que tem se tornado cada vez mais comum. “A pessoa recebe uma ligação e entra uma gravação dizendo que é da operadora do cartão. A gravação informa que tem uma compra sendo feita no nome da vítima e pede para ela clicar em um número”, disse.

O problema é que qualquer opção escolhida direciona a vítima a um falso atendente. “Eles começam a pedir CPF, nome completo e até o código do cartão. Com essas informações conseguem aplicar vários golpes”, explicou. Marco Antônio lembrou que os criminosos também enviam links e mensagens para confirmar supostas compras suspeitas. “Muitas vezes eles pedem para a vítima acessar a conta bancária naquele momento. Eles conseguem espelhar a tela do celular e têm acesso à senha e a tudo o que precisam para entrar na conta”, completou.

O delegado reforça que bancos nunca solicitam dados completos de cartão ou senhas por telefone. Ele recomenda que qualquer suspeita de fraude seja verificada diretamente com a instituição financeira pelos canais oficiais. “O cuidado com links desconhecidos e o acesso seguro aos sites originais são as melhores formas de evitar prejuízos”, concluiu.