Goianésia- O trânsito em Goianésia tem vivido um período de grande preocupação nos primeiros meses de 2025. O aumento no número de acidentes, alguns deles com vítimas fatais, acendeu o alerta entre autoridades e moradores. O cenário traz à tona um problema antigo: o tráfego intenso de caminhões e carretas que atravessam as principais avenidas da cidade diariamente, pressionando a infraestrutura viária e elevando o risco de acidentes.
Estima-se que mais de mil carretas circulem por Goianésia todos os dias, considerando veículos que transportam calcário, minério, álcool, açúcar e outras cargas vindas de municípios e empreendimentos da região. Esse fluxo pesado se concentra sobretudo nas avenidas Brasil e Contorno, vias que cortam áreas densamente urbanizadas e convivem com pedestres, motociclistas e veículos de passeio.
Para enfrentar essa situação, voltou ao debate o projeto do novo anel viário, também conhecido como Contorno 2, inicialmente elaborado em 2015, no governo do ex-prefeito Jales Fontoura. A proposta prevê a construção de uma via com cerca de 30 quilômetros ao redor da cidade, permitindo que caminhões pesados deixem de circular no centro.
Segundo o prefeito Renato de Castro, o projeto já está sendo tratado como prioridade e já houve diálogo com o governador Ronaldo Caiado e com diversas lideranças políticas, incluindo o ex-prefeito Otavinho, que foi convidado para coordenar a mobilização junto aos empresários e proprietários rurais das áreas por onde a nova perimetral deve passar.
Manuel de Castro Arantes, o Fião, atual chefe da Casa Civil da Prefeitura de Goianésia, que acompanha as negociações, confirmou que existe disposição conjunta para tirar o projeto do papel. “Hoje estamos falando de 500, 600, até mil carretas circulando por dia. O trânsito está pesadíssimo. Não tem outra solução, tem que tirar o tráfego de dentro da cidade. O governador, os empresários e os proprietários vão ajudar. Cada um participa na medida do possível. É uma obra cara, a prefeitura sozinha não consegue. O primeiro passo é abrir o trecho em cascalho para garantir o tráfego.”
Ele também ressaltou que, embora alguns proprietários rurais possam ser afetados com a passagem da nova via, a obra representará valorização futura. “Eu mesmo devo perder área, mas se eu pensar só em mim, a cidade não cresce. Quem tiver parte da terra dentro da futura avenida vai ter um benefício lá na frente. É um projeto de visão.”
Fião lembrou que a proposta já existe desde os primeiros planos de desenvolvimento da cidade. “Esse traçado foi pensado há mais de 70 anos, pelo fundador Laurentino Martins Rodrigues. Chegou a hora de colocar em prática”, enfatizou.
Prefeitura anuncia ações imediatas para reduzir acidentes
Enquanto o projeto do anel viário avança em discussões, a prefeitura anunciou medidas emergenciais. Nesta quinta-feira, durante reunião com a sociedade civil organizada, a SMT e o gabinete do prefeito apresentaram o programa “Trânsito Depende de Nós”.
Entre as ações anunciadas estão:
Reativação dos radares eletrônicos desativados anteriormente
Instalação de novos controladores e redutores de velocidade
Construção de rotatórias e quebra-molas em pontos críticos
Fiscalização conjunta entre agentes da SMT e Polícia Militar
O superintendente de Trânsito, Lucas Santiago, confirmou que os radares eletrônicos voltarão a funcionar em breve.




