Cada medicação pode ser vendida por até R$ 2 mil

Goianésia- Nesta semana, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu uma carga ilegal de canetas emagrecedoras durante fiscalização de rotina em um ônibus interestadual na BR-153, em Jaraguá, Goiás. O veículo, que fazia o trajeto entre Goiânia e Marabá, foi interceptado por agentes da PRF, que encontraram no compartimento de cargas uma caixa sem documentação fiscal contendo oito unidades do produto, além de quatro perfumes.

As canetas, que fazem parte de um mercado ilegal crescente, são conhecidas por seu efeito de emagrecimento, sendo associadas ao medicamento Mounjaro, que contém tirzepatida. Originalmente indicado para o tratamento da diabetes tipo 2, o medicamento também tem sido usado, de forma inadequada, como substância para perda de peso. No mercado clandestino, cada caneta pode ser vendida por até R$ 2 mil, o que representa um alto custo para quem adquire o produto de forma ilegal.

A carga apreendida foi encaminhada à Polícia Civil de Jaraguá, que agora investiga a origem e o destino do material. As autoridades não descartam a possibilidade de se tratar de uma rede de comércio ilícito que envolve produtos farmacêuticos e cosméticos. Além disso, a PRF destaca a importância da vigilância sobre medicamentos que não possuem controle e regulamentação adequados, pois seu uso indiscriminado pode causar sérios riscos à saúde dos consumidores.

O Mounjaro é um medicamento utilizado para o tratamento de diabéticos tipo 2, com efeito secundário de redução de peso, devido à sua ação de aumentar a saciedade e diminuir o apetite. Sua substância ativa, a tirzepatida, age no sistema digestivo e no controle glicêmico. Embora seja aprovado para uso médico sob prescrição, o uso de Mounjaro como “caneta emagrecedora” tem gerado uma procura crescente, principalmente em mercados paralelos, sem a supervisão de profissionais de saúde.

A PRF alerta sobre os riscos associados à compra e ao consumo de substâncias como essas, especialmente quando adquiridas de fontes não autorizadas, uma vez que podem ser falsificadas ou conter substâncias de composição duvidosa. A venda ilegal de medicamentos não apenas fere as normas sanitárias, mas também coloca a saúde da população em risco, causando sérios danos a longo prazo.