Goianésia - O ronco dos motores, os coletes personalizados e a união entre amantes das duas rodas têm chamado a atenção em Goianésia. A cidade tem registrado um crescimento expressivo no número de motogrupos e motoclubes, espaços que vão muito além do lazer: representam amizade, solidariedade e respeito à estrada. Para quem vive essa cultura, pilotar não é apenas um hobby, mas um verdadeiro estilo de vida.
Luiz Carlos Canedo, presidente do motogrupo Caveira Vermelha, explica como a paixão se transformou em irmandade: “Um motogrupo é diferente de um motoclube. O motogrupo é mais simples, é um grupo de amigos que se unem pela paixão pelo motociclismo, e passam a andar juntos com um nome, uma imagem, um logotipo. Começamos com duas motos, e a coisa foi crescendo dentro do nosso ciclo de amizade. Hoje somos oito integrantes que compartilham esse vínculo.”
Goianésia hoje conta com diversos motoclubes organizados, cada um com sua própria identidade. O movimento cresceu tanto que, em 2025, a cidade sediou o Encontro Nacional de Motos, reunindo motociclistas de vários estados e movimentando o comércio e o turismo local.
“Goianésia é bastante tradicional quando se fala em motociclismo. Temos grupos antigos, pessoas que andam de moto desde os anos 90 e ainda hoje estão à frente de clubes. A paixão pelas duas rodas é intensa aqui na cidade”, comenta Canedo.
Além dos clubes oficialmente organizados, há também os simpatizantes: motociclistas que não fazem parte de grupos formais, mas que compartilham do mesmo amor pelas estradas, encontros e viagens. Um dos pontos de encontro mais conhecidos é a Feira do Granvile, onde motociclistas se reúnem todos os sábados para expor suas motos e trocar experiências.
“Ali é a prova do quanto o motociclismo é forte em Goianésia. Aparecem novos motociclistas toda semana, mesmo aqueles que não fazem parte de grupos. O que une todo mundo é a paixão pelas motos e o desejo de compartilhar histórias”, completa.
Mais do que acelerar pelas estradas, os motogrupos da cidade também mostram compromisso com o social. Participam de campanhas beneficentes, promovem eventos solidários e atuam como agentes culturais e comunitários. A expectativa é seguir expandindo essa cultura e transformar Goianésia em um ponto de referência para quem valoriza a liberdade sobre duas rodas.




