De acordo com o relatório oficial, Victor estava visivelmente embriagado no momento dos disparos. Funcionários e frequentadores do bar acionaram a polícia, que ao tentar conter o sargento enfrentou resistência

Goianésia - O 1º Sargento Victor Lemes Vaz da Costa, de 36 anos, foi oficialmente desligado da Polícia Militar de Goiás após se envolver em um incidente grave que resultou em tiroteio dentro do Aquarius Bar, localizado no bairro Alto da Glória, em Goiânia. A confusão ocorreu na noite de 22 de dezembro de 2024, quando o policial, que estava de folga, disparou para o alto e ainda desacatou colegas de farda durante a abordagem.

De acordo com o relatório oficial, Victor estava visivelmente embriagado no momento dos disparos. Funcionários e frequentadores do bar acionaram a polícia, que ao tentar conter o sargento enfrentou resistência. Além de desobedecer às ordens, ele agrediu os policiais com empurrões e proferiu xingamentos. Durante a tentativa de imobilização, um dos agentes sofreu ferimentos, e foi necessário o apoio de oficiais superiores para realizar a prisão do militar.

Victor, que integrava a Companhia de Policiamento Especializado (CPE) de Anápolis, foi autuado em flagrante pelos crimes militares de desacato e violência contra militar em serviço, além de responder por disparo de arma de fogo e lesão corporal na esfera civil.

O caso ganhou mais repercussão porque, cerca de duas semanas antes desse episódio, o sargento havia sido absolvido de uma acusação de homicídio. Naquele processo, ele foi investigado por supostamente simular um confronto em que um jovem de 19 anos acabou morto em Anápolis.

A defesa do policial alegou que ele não estava em condições plenas para agir racionalmente devido ao estado de embriaguez. Por isso, o Conselho de Ética e Disciplina recomendou uma punição menos severa, considerando Victor parcialmente culpado. No entanto, a decisão final do Comando de Correições e Disciplina da PMGO foi mais rigorosa.

O coronel José Lemos da Silva Filho, responsável pelo Comando de Correições, destacou que as ações do sargento foram incompatíveis com os valores e a disciplina exigidos pela corporação. Segundo ele, o militar violou princípios essenciais, como o respeito à dignidade humana, o cumprimento das leis e a postura exemplar esperada dos policiais militares.