Goianésia - Um casal foi preso nesta semana em Goianésia acusado de contrabando e comércio ilegal de cigarros eletrônicos. A ação policial, realizada em uma residência da cidade, resultou na apreensão de 366 dispositivos proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A operação foi conduzida de forma integrada pela Delegacia da Receita Federal, Comando de Operações de Divisas (COD) e Companhia de Policiamento Especializado (CPE).
O comandante do COD, Capitão Sonegetti, explicou os detalhes da ocorrência: “Essa foi uma operação integrada entre a Receita Federal, o COD e a CPE de Goianésia no combate ao contrabando. As equipes conseguiram prender duas pessoas e apreender grande quantidade de cigarros eletrônicos, proibidos no Brasil. O crime de contrabando prevê pena de 2 a 5 anos de prisão. Identificamos que o homem preso recebia e distribuía os dispositivos em diversas cidades de Goiás. A operação continua sem data para finalizar”, detalhou.
Apesar da proibição, os cigarros eletrônicos continuam circulando, sobretudo em plataformas digitais e no comércio informal, com o consumo aumentando principalmente entre jovens.
A pneumologista Fabiana Braga alerta para os riscos à saúde associados ao uso desses dispositivos, conhecidos como pods: “O cigarro eletrônico traz uma falsa sensação de segurança. Os jovens são atraídos pela ideia de que é menos nocivo, pelo sabor e aroma. Isso faz com que eles se sintam integrados ao grupo social, o que aumenta o consumo. No entanto, esses aparelhos causam danos respiratórios e são prejudiciais à saúde, assim como o cigarro convencional”, frisou a especialista.




