Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão temporária nas cidades de Goiânia, Acreúna, Edéia, Paraúna e Goianésia

Goianésia - A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta terça-feira (20) a segunda etapa da Operação Prince John, que apura um esquema de falsificação de documentos públicos e fraudes no pagamento de tributos estaduais. Durante a ação, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão temporária em cidades como Goiânia, Acreúna, Edéia, Paraúna e Goianésia.

A investigação aponta que servidores públicos estariam envolvidos na organização criminosa, que também teve bens e valores sequestrados, totalizando mais de R$ 5,3 milhões. Conforme as informações da corporação, o grupo operava sob a fachada de uma empresa de consultoria tributária, mas utilizava documentos falsificados do ITCMD (Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação) para simular o pagamento do tributo e aplicar golpes.

Entre as medidas autorizadas pela Justiça estão o afastamento de sigilo bancário e fiscal dos investigados, além da suspensão das funções de dois servidores públicos. A Polícia Civil apura a prática dos seguintes crimes: Associação criminosa Estelionato Falsificação de documento público Falsidade ideológica Uso de documento falso Corrupção passiva Corrupção ativa Extorsão Nota da Secretaria da Economia

A Secretaria da Economia confirmou a prisão de um de seus servidores durante a operação. Por meio de nota oficial, o órgão declarou:

A Secretaria da Economia acompanha as investigações conduzidas pela Polícia Civil, que resultaram na prisão de um servidor da pasta. A Secretaria aguarda informações sobre a apuração e seus desdobramentos, e poderá adotar as providências cabíveis também na esfera administrativa.

Nota da Assembleia Legislativa de Goiás

A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) também se manifestou após a divulgação de que um dos alvos da operação seria servidor do legislativo estadual. Em nota, a Casa afirmou:

"A Assembleia Legislativa de Goiás não tem conhecimento da operação da Polícia Civil que investiga um dos servidores da Casa. A Alego não se responsabiliza por qualquer ato ilícito cometido por qualquer um dos servidores que não tenha relação com a administração legislativa. A Assembleia Legislativa de Goiás reprova veementemente este tipo de conduta e está à disposição da Polícia Civil e dos órgãos competentes para colaborar com as investigações”.