os suspeitos criaram empresas de fachada, com endereços fictícios e registradas em nome de “laranjas"

Goianésia- Nesta terça-feira (13/05), a Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra o Consumidor, deflagrou a Operação Pix Agiota, cumprindo quatro mandados de prisão temporária e oito mandados de busca e apreensão em Goiânia e Porto Alegre/RS. A investigação durou cerca de um ano, revelando um esquema criminoso que movimentou cerca de R$ 240 milhões por meio de oito empresas fictícias.

De acordo com a investigação, os suspeitos criaram empresas de fachada, com endereços fictícios e registradas em nome de “laranjas”, todas associadas a cursos preparatórios para concursos. Esses CNPJs eram mantidos ativos por um período curto, com o único objetivo de movimentar grandes quantias de dinheiro, cerca de R$ 2,5 milhões por mês por empresa. Um dos casos chamou atenção, pois uma das empresas conseguiu faturar mais de R$ 180 mil em um único dia.

Através dessas empresas, os criminosos adquiriram maquininhas de cartão de crédito, que eram distribuídas a terceiros para realizar operações de “agiotagem eletrônica”. Esse tipo de operação consiste em empréstimos feitos por meio do cartão de crédito com taxas extremamente altas, configurando uma prática ilegal que prejudica a economia popular.

O inquérito segue em andamento, com a oitiva dos envolvidos e a análise do material apreendido durante a operação. Ao final da investigação, os suspeitos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, falsidade documental, usura pecuniária e lavagem de dinheiro.