Segundo informações, os suspeitos bateram à porta da casa da mãe da criança afirmando que haviam recebido uma ordem judicial

Goianésia - A Polícia Civil de Jaraguá investiga uma tentativa de sequestro de um bebê que teria ocorrido no município esta semana. De acordo com a denúncia, um casal se passou por conselheiros tutelares e tentou retirar a criança dos braços da mãe, apresentando documentos falsos e usando uniformes semelhantes aos do Conselho Tutelar.

Segundo informações, os suspeitos bateram à porta da casa da mãe da criança afirmando que haviam recebido uma ordem judicial para levar o bebê. Desconfiada da abordagem, a mulher se recusou a entregar o filho e acabou entrando em luta corporal com a mulher do casal. Diante da resistência, os suspeitos desistiram e fugiram do local.

O delegado Glênio Ricardo, responsável pela investigação, destacou a gravidade do caso.

“Recebemos uma denúncia extremamente séria do Conselho Tutelar de Jaraguá, algo inédito na cidade. A mãe nos relatou que um casal, usando uniforme e alegando ser do Conselho Tutelar, apresentou uma suposta ordem judicial e tentou levar seu filho. A mulher, muito abalada, reagiu e conseguiu evitar que levassem a criança”, contou o delegado.

O caso mobilizou a polícia e diligências já estão em andamento para localizar os envolvidos.

“É um alerta importante para a população de Jaraguá. Estamos tratando o caso com prioridade e tomaremos todas as providências necessárias. Nunca houve uma situação assim aqui, então é fundamental que todos fiquem atentos”, reforçou o delegado.

O conselheiro tutelar Júnior, que atua oficialmente no órgão, também se pronunciou sobre o caso e fez um alerta à população para evitar golpes semelhantes.

“O Conselho Tutelar nunca retira uma criança à força. Qualquer atuação exige motivos sérios, como abandono ou maus-tratos, e sempre há documentação expedida pela Justiça. Nossos profissionais usam crachá, uniforme e carro oficial. Se alguém aparecer dizendo ser do Conselho, sem identificação, chame a polícia imediatamente”, orientou.

Júnior também reforçou que o Conselho Tutelar atua com responsabilidade e que a população tem o direito de solicitar identificação oficial sempre que houver uma abordagem.