Mesmo com a manifestação, que durou cerca de duas horas, o prefeito Sandro Mabel não se reuniu com os trabalhadores

Goianésia - Durante o lançamento da campanha “Goiânia Art Déco – 100 Anos”, realizado na manhã desta segunda-feira (data pode ser inserida), um grupo de camelôs promoveu um protesto em frente à Antiga Estação Ferroviária, no centro da capital. O ato teve como objetivo chamar a atenção do prefeito Sandro Mabel e do governador Ronaldo Caiado, presentes no evento que celebra o centenário de um dos estilos arquitetônicos mais emblemáticos do século passado.

Os manifestantes se opõem à reestruturação da Região da 44, que prevê a retirada de vendedores informais das ruas. A proposta da Prefeitura de Goiânia inclui o cadastramento dos ambulantes e a realocação para espaços legalizados, como galerias e feiras, mas parte da categoria vê a mudança como uma ameaça à própria sobrevivência econômica. Segundo os camelôs, a medida pode prejudicar a dinâmica comercial que se consolidou no local ao longo dos anos, além de reduzir o fluxo de clientes.

Mesmo com a manifestação, que durou cerca de duas horas, o prefeito não se reuniu com os trabalhadores. Ao ser questionado pela imprensa, Mabel afirmou que a questão está resolvida e reiterou sua posição firme sobre a desocupação das calçadas.

“Dei opções para todos continuarem trabalhando. Podem escolher entre lojas em galerias ou barracas em feiras legalizadas. Mas nas ruas, não mais. Enquanto eu for prefeito, isso acabou em Goiânia. Eu prometi colocar ordem na cidade, e essa promessa vai ser cumprida”, afirmou o gestor municipal.

Mabel também explicou que a Prefeitura está oferecendo condições facilitadas para os ambulantes regularizarem suas atividades. Aqueles que optarem por abrir lojas em galerias terão isenção do aluguel inicial, arcando apenas com os custos de condomínio nos primeiros meses. Após esse período, um subsídio parcial será aplicado ao valor do aluguel. Para os que escolherem trabalhar nas feiras, a prefeitura afirma ter fornecido barracas gratuitas, avaliadas entre R$ 10 mil e R$ 30 mil.

“Nós entregamos estrutura. Agora, cabe a cada um decidir se quer continuar trabalhando de forma regularizada. O espaço existe, as condições foram criadas”, concluiu Mabel