Homenagem às mulheres que, com coragem e determinação, fazem a diferença no campo e na cidade

Goianésia - O Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, é mais do que uma data no calendário. Instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) na década de 1970, essa data carrega consigo uma história de luta incansável por igualdade de direitos, oportunidades e pelo fim das discriminações que, por muito tempo, limitaram o protagonismo das mulheres na sociedade. Inicialmente voltada à busca por igualdade salarial, a celebração evoluiu para um símbolo de resistência contra o machismo, a violência e diversas formas de opressão.

Em Goianésia, mulheres fortes e resilientes seguem o legado dessas conquistas, encarando os desafios diários com coragem e determinação.

Ilda Ferreira é uma dessas mulheres que personifica a superação. Como rurícola, profissão historicamente dominada por homens, Ilda tem sido um exemplo de força no campo, desafiando os preconceitos que tentam minar sua capacidade. Para ela, o trabalho não tem gênero. Em suas palavras, a dedicação ao campo é, antes de tudo, uma questão de competência e persistência:

"Eu sou trabalhadora agrícola. Então, há competição até nessa posição. Porque existe preconceito. De acharem que nós, mulheres, não damos conta de trabalhar."

Ilda compartilha sua experiência de trabalhar ao lado de uma fiscal mulher, que também enfrentou o preconceito ao ser vista como incapaz de assumir um cargo tradicionalmente masculino:

"Eu tive o prazer de trabalhar com uma fiscal mulher, que sofreu muito preconceito. De acharem que ela nunca daria conta desse cargo. Então, você, mulher, nós, mulheres, parabéns pelo seu dia. A que está na cabine de um trator, na cabine de um ônibus, de um caminhão. Parabéns a você, jornalista, que nos traz informação. Médicas, enfermeiras, para todas nós. Mulher guerreira, tenha o seu sonho, corra atrás dele. Porque a vida não é fácil no campo, mas também não é difícil para nós, que somos guerreiras. De uma guerreira para outras guerreiras.”

A criação do Dia Internacional da Mulher é uma homenagem ao árduo trabalho de muitas que, ao longo do século XX, se uniram em greves, manifestações e comitês para dar visibilidade à sua luta. O 8 de março se consolidou como um momento para refletir sobre as conquistas e os desafios da mulher, como é o caso de Priscila Lima. A empresária goianesiense, com garra e persistência, encontrou no empreendedorismo o caminho para equilibrar sua carreira com os cuidados da família. A trajetória de Priscila é um reflexo claro da importância de não desistir diante das adversidades:

"No começo não foi fácil, o segredo é não desistir e ter persistência. Já realizei sonhos, somente pelo meu trabalho como empreendedora.”

A luta pela igualdade de oportunidades para as mulheres não se restringe ao campo da economia. Ela se estende ao ambiente familiar, social e também ao mercado de trabalho. Ana Teodoro, esteticista com mais de 30 anos de experiência, é um exemplo vivo de como a mulher pode conquistar autonomia e satisfação profissional, ao mesmo tempo em que se dedica ao bem-estar das outras. Para ela, o trabalho que exerce não é apenas uma profissão, mas uma realização pessoal:

"É muito gratificante fazer o que gosto, minhas clientes também amam o que faço, gosto do meu trabalho. Sou independente, para mim, é muito bom.”