Goianésia - O número de jovens inseridos no mercado de trabalho por meio da Lei do Aprendiz (Lei nº 10.097/00) atingiu, em 2024, um recorde histórico, marcando o maior número de contratações desde a implementação da lei. De acordo com os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, 91.621 jovens aprenderam a ocupar uma vaga formal de emprego no ano de 2024. Esse número representa um crescimento de 12,29% em relação ao mesmo período de 2023, quando o total de contratações foi de 81.580.
A Lei do Aprendiz estabelece que empresas de todos os portes e setores devem contratar aprendizes entre 14 e 24 anos, com uma cota obrigatória que varia de 5% a 15% do número total de empregados da organização. O objetivo da lei é promover a formação profissional e reduzir a evasão escolar, ao mesmo tempo em que oferece aos jovens a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho de forma legal e qualificada.
Kaique Henrique, de 17 anos, natural de Goianésia, foi um dos jovens que garantiram sua vaga como aprendiz em 2024. Ele começou a trabalhar em um estabelecimento comercial da cidade e compartilhou um pouco sobre a experiência que, segundo ele, tem sido transformadora: “É uma experiência diferente, foi minha primeira experiência de emprego. As pessoas nos veem de outra forma quando passamos a trabalhar. Aprendo muito a cada dia, tanto sobre a profissão quanto sobre a convivência no ambiente de trabalho”, conta Kaique.
A especialista em recursos humanos, Fernanda Carvalho, observa que o mercado de trabalho tem se mostrado cada vez mais aberto à contratação de jovens aprendizes, o que, segundo ela, beneficia tanto as empresas quanto os próprios jovens. “A busca por essas primeiras experiências profissionais tem crescido, pois os jovens estão cada vez mais conscientes da importância de adquirir experiência desde cedo. Além disso, as empresas reconhecem que a formação de novos talentos é essencial para a inovação e crescimento contínuo”, afirma Fernanda.
A Lei do Aprendiz não se limita apenas ao aspecto formativo, mas também garante ao jovem aprendiz uma série de direitos trabalhistas, incluindo a remuneração no valor do salário mínimo-hora, vale-transporte, 13º salário, férias e a contribuição para o FGTS com uma alíquota reduzida de 2%. Essas condições asseguram que o jovem, além de aprender, tenha uma experiência digna e respeitosa dentro do mercado de trabalho.
Com o aumento de contratações, a Lei do Aprendiz tem se mostrado uma ferramenta eficaz na inserção de jovens no mercado de trabalho, contribuindo para a redução do desemprego juvenil e para o fortalecimento da educação profissional. O número crescente de contratações é um reflexo das políticas públicas voltadas para a juventude e do empenho das empresas em se adaptarem à legislação e, ao mesmo tempo, promoverem o desenvolvimento de novas gerações de profissionais.




