Goianésia - A hanseníase, é uma doença frequentemente tratada com descaso e negligência, e continua a ser um desafio de saúde pública no Brasil e em diversas partes do mundo. Muitas vezes considerada uma doença esquecida, a falta de atenção e de informações sobre a doença contribui para que a prevenção e o tratamento sejam negligenciados, colocando a saúde dos pacientes em risco. Contudo, o Janeiro Roxo, campanha de conscientização sobre a hanseníase, visa mudar essa realidade e alertar para a importância do diagnóstico e tratamento precoces.
A médica dermatologista Gislaine Sales destaca que, felizmente, o tratamento da hanseníase está disponível de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), facilitando o acesso dos pacientes aos cuidados necessários. “O SUS oferece tratamento totalmente gratuito e acessível para todos que necessitam. Isso é um grande avanço, pois permite que muitas pessoas tenham acesso ao tratamento adequado e possam combater a doença de forma eficaz”, afirma a especialista.
O Ministério da Saúde, em parceria com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), tem se empenhado em conscientizar a população sobre os sinais da hanseníase e garantir que os pacientes recebam diagnóstico e tratamento o mais cedo possível. A cada ano, o Brasil registra aproximadamente 30 mil novos casos de hanseníase, um número alarmante que reforça a necessidade de políticas públicas eficazes para erradicar a doença. Para a dermatologista, é essencial que a população esteja atenta aos sintomas iniciais. "A hanseníase tem uma evolução lenta, por isso, é importante que o diagnóstico seja feito o quanto antes. Quando identificados, os sinais iniciais podem evitar complicações graves no futuro", ressalta Gislaine Sales.
A dermatologista também alerta sobre a importância de prevenir a transmissão. "Em caso de diagnóstico confirmado de hanseníase, é essencial que todas as pessoas que mantêm contato próximo e regular com o paciente, como familiares, amigos e colegas de trabalho, também sejam examinadas e, se necessário, tratadas. Isso ajuda a evitar a propagação da doença", explica Gislaine.
A hanseníase, se não tratada corretamente, pode causar sérias consequências, incluindo mutilações. "Se a doença não for diagnosticada e tratada de forma adequada, pode levar a deformidades nos membros e danos irreversíveis aos nervos. Por isso, é crucial que o tratamento seja rigoroso e contínuo, com acompanhamento médico regular", alerta a especialista.
O tratamento da hanseníase deve ser iniciado imediatamente após o diagnóstico, com os medicamentos prescritos pelo médico. Isso interrompe a transmissão da doença e ajuda a garantir a cura do paciente. "É fundamental que o paciente siga todas as orientações médicas, tome os medicamentos corretamente e até o final do tratamento. O abandono do tratamento compromete a eficácia do processo e pode resultar em recaídas ou complicações", finaliza Gislaine Sales.
Portanto, é importante que todos estejam atentos aos sinais e sintomas da hanseníase e busquem orientação médica caso identifiquem qualquer alteração na pele ou nos nervos. A detecção precoce é essencial para evitar que a doença evolua para formas mais graves e para garantir a cura do paciente.




