Corticoides exigem cuidado e supervisão médica

Goianésia- Manchas avermelhadas na pele, acompanhadas de escamas esbranquiçadas, podem ser sinais de psoríase, uma doença crônica e não contagiosa. Apesar de haver influência genética, a condição não é necessariamente hereditária e pode atingir homens e mulheres de diferentes idades, com intensidade variável. Especialistas alertam que o tratamento inadequado, especialmente com o uso indiscriminado de corticoides, pode agravar o quadro.

A dermatologista Cláudia Lima explica que medicamentos da classe dos corticoides, sobretudo os orais ou injetáveis, podem gerar melhora temporária, mas provocar o chamado efeito “rebote”, com crises mais intensas posteriormente. “A doença melhora nos dias em que se usa o medicamento, porém depois retorna de forma mais grave. Muitos pacientes, na tentativa de resolver o problema por conta própria, acabam utilizando produtos com corticoides, o que é arriscado. É importante evitar a automedicação”, alerta a médica.

A psoríase evolui em ciclos, alternando períodos de melhora e agravamento. Diversos fatores podem desencadear ou intensificar as crises, entre eles traumas físicos ou químicos, queimaduras solares, infecções, uso de determinados medicamentos e o estresse emocional. As lesões surgem com maior frequência no couro cabeludo, cotovelos, joelhos, unhas e tronco, geralmente de forma simétrica.

Cláudia Lima reforça que a doença não é contagiosa e não impede o convívio social. “As pessoas podem frequentar piscinas e outros ambientes normalmente. O que ocorre é que muitos pacientes enfrentam preconceito e queda na autoestima devido ao desconhecimento sobre a doença”, afirma.

O tratamento deve ser conduzido por profissionais de saúde e mantido mesmo nos períodos de controle dos sintomas. Em alguns casos, o acompanhamento psicológico pode ser indicado para auxiliar o paciente a lidar com os impactos físicos e emocionais da psoríase, promovendo melhor qualidade de vida.