Goianésia-Ao identificar uma colmeia em áreas rurais ou próximas a residências, a orientação é acionar o Corpo de Bombeiros Militar antes de qualquer tentativa de remoção. A primeira etapa do atendimento envolve uma visita técnica da equipe, que avalia o local, identifica possíveis riscos e define os equipamentos necessários para realizar a captura com segurança.
O objetivo do procedimento é garantir a proteção de moradores, trabalhadores da propriedade e também dos próprios insetos. Segundo o tenente-coronel Ary Bernardo Dutra, a análise prévia é fundamental para determinar a melhor forma de atuação.
“Em alguns casos, realizamos uma primeira visita para entender o local e verificar quais ferramentas serão necessárias. Às vezes a colmeia está em uma laje, na cobertura de uma edificação ou em outro ponto de difícil acesso. Então avaliamos se será necessário o uso de escadas, quais equipamentos serão utilizados e qual técnica será aplicada para fazer a captura”, explica.
De acordo com o oficial, em muitas situações os bombeiros contam com o apoio de apicultores especializados para realizar o manejo adequado das abelhas. “Muitas vezes encaminhamos o caso para um apicultor, um profissional que tem conhecimento técnico e, em alguns casos, até interesse comercial na produção de mel. Ele faz a captura e o manejo de forma adequada, sem causar o extermínio da colmeia”, afirma.
Na maior parte das ocorrências, o objetivo não é eliminar as abelhas. Os profissionais buscam retirar a colmeia com segurança e transferi-la para locais apropriados, preservando a espécie e permitindo o aproveitamento do mel. A prática contribui tanto para a segurança da população quanto para a proteção ambiental.
O extermínio das abelhas ocorre apenas em situações extremas, como quando há ataques em andamento ou risco imediato para pessoas alérgicas a picadas. Por isso, ao acionar o Corpo de Bombeiros Militar, é importante fornecer informações detalhadas, como localização do enxame, data e horário em que ele foi identificado.




