Goianésia-Passageiros com viagens programadas para o Oriente Médio ou com conexões na região devem redobrar a atenção. O conflito entre Estados Unidos e Irã já começa a impactar o transporte aéreo global, provocando cancelamentos e alterações em rotas estratégicas.
A situação levou à interrupção de operações em aeroportos centrais, como Dubai, Doha e Abu Dhabi, que funcionam como hubs para conexões entre Ásia, Europa e Oceania. Juntos, esses terminais recebem cerca de 90 mil passageiros por dia, o que amplia o efeito das paralisações no fluxo internacional.
Órgãos internacionais estimam que, somente no domingo, cerca de 2.800 voos foram cancelados em todo o mundo. No Brasil, duas companhias aéreas oferecem mais de 40 mil assentos por mês para destinos na região, mas, desde o fim de semana, as operações também foram suspensas temporariamente.
Segundo Dulce Ludovico, vice-presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens em Goiás (ABAV-GO), os passageiros que tinham viagens programadas devem procurar as agências para verificar contratos e alternativas disponíveis. “É necessário analisar caso a caso como a companhia aérea e os fornecedores vão tratar os contratos já estabelecidos. Para viagens ao Oriente Médio, a recomendação é evitar deslocamentos nesse momento”, afirma.
O cancelamento de voos e a paralisação de aeroportos importantes devem impactar diretamente a venda de pacotes turísticos e viagens internacionais. Dulce Ludovico lembra que existem rotas alternativas para chegar a destinos na Ásia e outros continentes, mas elas costumam ser mais longas e com custos mais elevados.
“Por exemplo, para chegar a alguns destinos da Ásia, é possível utilizar rotas inversas via Los Angeles, América Central ou conexões pelo Japão, China e Indonésia. No entanto, passar pelos hubs do Oriente Médio se torna inviável e proibitivo neste momento. Ainda é possível viajar para a Europa, África do Sul e algumas rotas via África do Norte, mas o planejamento precisa ser feito com atenção”, explica a vice-presidente da ABAV-GO.
Os ataques na região começaram no último sábado. Até o momento, não há previsão de cessar-fogo, segundo declarações de líderes envolvidos no conflito. Os bombardeios já provocaram centenas de mortes e elevaram o alerta internacional sobre a intensificação da crise.




