Dor, rigidez, inchaço e dificuldade de movimentação são sintomas comuns

Goianésia- A artrose é uma doença crônica que afeta as articulações, causando dor, rigidez e limitação dos movimentos. Segundo dados do Ministério da Saúde, a condição é mais frequente em pessoas idosas, mas também pode atingir adultos mais jovens, principalmente aqueles com histórico de lesões, sobrepeso ou exposição a esforços repetitivos.

A fisioterapeuta Ana Carolina de Sá explica como a doença se desenvolve: “A artrose, também conhecida como osteoartrite, compromete a articulação, ou seja, a estrutura da extremidade do osso, provocando dor, rigidez e dificuldade para movimentar. Em alguns casos, o paciente sente uma sensação como se houvesse areia na região do joelho, causada por fraqueza muscular, desalinhamento corporal ou sobrepeso. A artrose também pode acometer a coluna, sendo mais comum nas regiões cervical e lombar, com dor que pode irradiar para braços, pernas e pescoço.”

A doença ocorre devido ao desgaste da cartilagem, estrutura que protege as extremidades dos ossos e permite o movimento adequado das articulações. Segundo especialistas da Sociedade Brasileira de Reumatologia, os sintomas mais frequentes são dor persistente, inchaço, sensação de rigidez, especialmente pela manhã, e dificuldade para realizar atividades simples do dia a dia.

Embora não tenha cura, a artrose pode ser controlada com acompanhamento profissional, exercícios orientados, controle de peso e, quando necessário, medicamentos. Ana Carolina de Sá ressalta a importância do tratamento precoce: “A artrose não possui cura, mas existe tratamento moderno que reduz os sintomas e melhora a qualidade de vida. Muitos acreditam que a doença acomete apenas idosos, mas ela pode aparecer a partir dos 40 anos. Quanto antes o paciente iniciar o tratamento, maior a chance de impedir que a doença progrida. O tratamento inclui fortalecimento muscular e, em alguns casos, infiltrações para diminuir o atrito intracondilar.”

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado contribuem para reduzir os sintomas, preservar a mobilidade e proporcionar melhor qualidade de vida aos pacientes.