Goianésia - Entre o fim de 2025 e o início deste ano, uma série de ocorrências envolvendo grandes quantias em dinheiro em espécie mobilizou forças de segurança em Goiás. Em quatro episódios distintos, valores elevados foram apreendidos durante abordagens policiais em rodovias e áreas urbanas do estado, incluindo um caso que se aproximou de R$ 2 milhões.
Apesar de não existir limite legal para o porte de dinheiro em espécie no Brasil, o transporte de grandes somas pode gerar investigação quando há suspeita de irregularidade. A Delegacia da Receita Federal em Goiânia e o Banco Central esclarecem que não há valor máximo permitido. No entanto, a ausência de comprovação da origem do montante pode levar à condução dos envolvidos à delegacia e à apreensão dos recursos para averiguação.
O registro mais recente ocorreu em 29 de janeiro, na BR-050, em Cristalina, no Entorno do Distrito Federal. Policiais do Comando de Operações de Cerrado localizaram R$ 1,7 milhão no porta-malas de um veículo que seguia de São Paulo para Brasília. Segundo a Polícia Militar, os dois ocupantes apresentaram versões divergentes sobre a finalidade do dinheiro, inicialmente afirmaram que seria para a compra de um carro de luxo e, depois, mencionaram o pagamento de honorários advocatícios. Ambos foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal, em Brasília.
Semanas antes, em 18 de dezembro, outro caso foi registrado em Catalão, no sul do estado. Durante abordagem a um carro, equipes do COD encontraram cerca de R$ 1 milhão distribuídos em duas bolsas. Questionados sobre a procedência dos valores, os ocupantes não apresentaram explicações no momento da fiscalização. O dinheiro foi apreendido e a investigação passou a ser conduzida pelo Grupo Especial de Investigação Criminal da Polícia Civil. Não houve prisão em flagrante nessa ocorrência.
Em novembro, no dia 7, uma ação na BR-153, em Hidrolândia, interceptou um ônibus que fazia o trajeto entre São Paulo e Brasília. Com um passageiro de 66 anos, os policiais localizaram R$ 850 mil guardados em uma mochila. A abordagem foi realizada pelo Grupamento de Intervenção Rápida e Ostensiva após compartilhamento de informações com o serviço de inteligência. O caso foi encaminhado à Polícia Federal, onde houve autuação por lavagem de dinheiro.
O primeiro episódio dessa sequência aconteceu em 15 de outubro de 2025, em Goiânia. Policiais do Batalhão de Operações Especiais encontraram aproximadamente R$ 1 milhão dentro de uma mochila em um veículo. Conforme a corporação, o homem abordado não conseguiu justificar a origem do dinheiro e poderia responder por lavagem de dinheiro, além de posse ilegal de arma de fogo. A apuração ficou sob responsabilidade da Polícia Federal.
De acordo com a Receita Federal, apreensões desse tipo costumam estar associadas à suspeita de crimes como lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, corrupção ou evasão de divisas. Cada caso segue análise individual das autoridades competentes, que avaliam a procedência dos valores e a eventual prática de ilícitos.




