Goianésia - O celular integra a rotina dos adolescentes, seja para estudo, lazer ou comunicação. No entanto, o uso excessivo de dispositivos móveis tem despertado preocupação entre profissionais da saúde mental. Especialistas alertam que a exposição prolongada a redes sociais, jogos e conteúdos digitais pode interferir no desenvolvimento emocional e no bem-estar dos jovens. O psicólogo clínico Sidnei Gomes explica: “Adicionar algo na rotina pode ajudar, mas é preciso cuidado com o que se consome. Notícias catastróficas e conteúdos obsessivos aumentam o quadro de ansiedade. Evitar exposição excessiva a informações negativas é fundamental para não gerar novos prejuízos emocionais e psicológicos.”
Dados do Ministério da Saúde e de estudos sobre saúde mental indicam crescimento nos casos de ansiedade e depressão entre adolescentes nos últimos anos. Pesquisas mostram que jovens que passam mais de cinco horas por dia no celular apresentam risco significativamente maior de desenvolver sintomas depressivos. Gomes acrescenta: “É importante verbalizar pensamentos negativos ou obsessivos, como cansaço, esgotamento mental, falta de esperança e dificuldade de concentração. Esses sinais podem indicar o início de um quadro depressivo ou melancolia e merecem atenção imediata.”
Especialistas reforçam que a tecnologia, por si só, não é prejudicial; o problema está no uso sem limites. A recomendação é que pais e responsáveis estabeleçam horários de uso, promovam atividades offline, incentivem hobbies e acompanhem de perto a saúde emocional dos adolescentes, equilibrando conectividade e bem-estar.
O acompanhamento atento e a orientação adequada podem fazer diferença na forma como os jovens interagem com o mundo digital, prevenindo que hábitos de consumo excessivo de tecnologia impactem negativamente sua saúde mental.




