Profissionais alertam que muitos homens ainda evitam exames e consultas por medo, vergonha ou influência cultural

 

Goianésia - Apesar de campanhas cada vez mais intensas e abrangentes, a falta de prevenção ainda é uma realidade entre os homens. Muitos continuam influenciados por uma cultura que associa o cuidado com a saúde a uma fragilidade, o que os afasta de consultas e exames fundamentais para a detecção precoce de doenças.

O médico urologista Márcio Macedo destaca a importância do Novembro Azul como um período de conscientização sobre a saúde masculina. “É o momento de fazer o check-up, de comparecer à unidade básica de saúde. Quero deixar um pedido: vamos cuidar da saúde. Novembro azul é um só no ano”, reforça.

Segundo o Ministério da Saúde, o estigma social que envolve a saúde do homem faz com que a maioria procure atendimento apenas quando os sintomas já estão avançados. Dados apontam que 54% dos homens brasileiros só vão ao médico em estágios graves da doença, 43% não realizam exames cardiológicos e 59% nunca consultaram um urologista, mesmo sabendo dos riscos.

O médico lembra que o cuidado deve ser contínuo. “É importante que a saúde dos homens seja privilegiada também. Procure uma unidade básica de saúde, este é o momento de nos juntarmos para fazer o melhor pela saúde de todos nós”, orienta Márcio.

O Novembro Azul reforça uma mensagem essencial: cuidar da saúde não diminui a masculinidade, mas a fortalece. Profissionais da área enfatizam que romper barreiras culturais e adotar hábitos preventivos é o caminho para uma vida mais longa e com qualidade.