Goianésia-A Associação Médica Brasileira estima que metade da população acima dos 65 anos sofre algum tipo de queda ao longo do ano. Em cerca de 70% desses casos, o acidente ocorre dentro da própria residência. Entre os principais fatores estão a perda de massa e força muscular e a redução da capacidade visual, alterações comuns do processo de envelhecimento.
A médica geriatra Nathalia Sardinha destaca que o período noturno exige atenção redobrada. “É o momento em que o idoso mais cai, principalmente no trajeto entre a cama e o banheiro. Esse caminho precisa estar livre e bem iluminado. As consequências podem ser graves. Uma queda pode causar traumatismo craniano, sangramentos e até levar a óbito. Além disso, quedas frequentes podem ser sinal de infecção aguda, por exemplo”, explica.
Dados do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia mostram que, entre idosos com 80 anos ou mais, cerca de 40% sofrem quedas anualmente. Em instituições de longa permanência, como casas de repouso, o índice pode chegar a 50%, com ao menos um episódio por ano.
A geriatra reforça a importância da observação familiar e do acompanhamento médico. “O idoso nem sempre apresenta sintomas típicos de algumas doenças, como infecção urinária. Às vezes, ele apenas começa a cair com mais frequência. Uma queda pode causar fratura do colo do fêmur e levar à necessidade de imobilização, o que aumenta o risco de lesões por pressão e infecções. É um problema sério que pode gerar desfechos graves”, alerta.
O levantamento indica que os fatores associados às quedas são multifatoriais e mais frequentes entre mulheres e pessoas com 75 anos ou mais. A orientação dos especialistas é manter a casa organizada, com boa iluminação, tapetes fixos, barras de apoio em locais estratégicos e acompanhamento de saúde regular para reduzir riscos.




